A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua enfrentando um cenário de maior desgaste perante a opinião pública, embora os números mais recentes indiquem uma redução na diferença entre os índices de aprovação e reprovação. É o que revela pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23), apontando que a percepção negativa da administração federal ainda supera a positiva, mas com sinais de recuperação da imagem do governo nas últimas semanas.
De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados classificam a gestão como “ruim” ou “péssima”. Já a avaliação positiva, composta pelos que consideram o governo “ótimo” ou “bom”, alcançou 32%. Outros 28% afirmaram enxergar a administração como “regular”, enquanto uma parcela residual não soube responder.
Os números demonstram uma mudança moderada em relação às pesquisas anteriores. No levantamento realizado em abril, a distância entre a avaliação negativa e a positiva era de 11 pontos percentuais. Agora, a diferença caiu para seis pontos, indicando uma oscilação favorável ao Palácio do Planalto e uma possível estabilização no cenário político após meses de desgaste.
O avanço da aprovação ocorre em meio aos esforços do governo federal para reforçar agendas voltadas à economia, ampliação de programas sociais e retomada de investimentos públicos. Nos bastidores políticos, integrantes do governo avaliam que medidas recentes, sobretudo relacionadas ao aumento da renda, emprego e crédito, começaram a produzir reflexos mais perceptíveis na opinião pública.
Apesar da melhora numérica, os índices ainda revelam um ambiente desafiador para o presidente Lula. A taxa de reprovação permanece elevada e mostra que parte significativa do eleitorado mantém resistência à condução do governo, especialmente em temas ligados à economia, inflação e segurança pública áreas frequentemente apontadas como fatores de preocupação pela população em levantamentos recentes.
Analistas políticos observam que a redução da diferença entre aprovação e reprovação pode representar um movimento importante para a estratégia do governo nos próximos meses. A avaliação pública costuma ter influência direta sobre a articulação política no Congresso Nacional, além de impactar o ambiente econômico e a confiança de setores produtivos.
Outro dado considerado relevante por especialistas é o percentual de entrevistados que classificam a gestão como “regular”. O índice de 28% indica a existência de uma parcela expressiva do eleitorado ainda suscetível a mudanças de percepção, dependendo do desempenho econômico e da condução política do Executivo federal ao longo do ano.
A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros entre os dias 20 e 21 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07489/2026.





