A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Vitória da Conquista, por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica, divulgou o boletim atualizado de monitoramento das arboviroses referente à 34ª Semana Epidemiológica (SE), correspondente ao período de 23 a 29 de agosto de 2026. Os dados apresentam o cenário mais recente das notificações de dengue, chikungunya e zika no município e reforçam a necessidade de manter as medidas preventivas contra o mosquito Aedes aegypti.
Durante o período analisado, foram registradas 17 notificações de dengue em Vitória da Conquista. Desse total, um caso foi confirmado, enquanto 12 permanecem em investigação e quatro foram descartados. O município também contabilizou uma notificação de chikungunya, que segue sob investigação. Em relação à zika, não houve registro de novas notificações na semana.
Um dos aspectos positivos apontados pelo boletim é a ausência de pacientes hospitalizados em decorrência das três arboviroses durante o período de referência. Também não foram registrados óbitos relacionados à dengue, chikungunya ou zika no município até o momento.
Casos prováveis estão distribuídos por diferentes bairros
Os registros de dengue considerados prováveis na semana epidemiológica estão concentrados na zona urbana de Vitória da Conquista, demonstrando que a circulação do mosquito transmissor permanece uma preocupação em diferentes regiões da cidade.
O bairro Candeias apresentou o maior número de notificações no período, com três casos. Na sequência, aparecem Felícia e Guarani, com duas notificações cada.
Também foram identificadas ocorrências nos bairros Ayrton Senna, Espírito Santo, Centro, Patagônia, Vila Bonita e Lagoa das Flores, com uma notificação em cada localidade.
A distribuição territorial dos registros reforça a importância da participação da população no controle dos possíveis criadouros do Aedes aegypti, especialmente em períodos de condições climáticas favoráveis à reprodução do mosquito.
Município soma 931 notificações de dengue em 2026
Considerando todo o acumulado de 2026, Vitória da Conquista contabiliza 931 notificações de dengue. Desse total, 711 são classificadas como prováveis, enquanto 24 casos foram confirmados.
O boletim aponta ainda 220 notificações descartadas, 99 casos em investigação e 588 registros classificados como inconclusivos. A classificação dos casos pode sofrer alterações conforme novas informações epidemiológicas e resultados laboratoriais são incorporados ao sistema de vigilância.
Os números mostram que a dengue continua sendo, entre as arboviroses monitoradas, a doença com maior volume de notificações no município ao longo do ano, exigindo atenção permanente dos serviços de saúde e da população.
Chikungunya também permanece sob monitoramento
No caso da febre chikungunya, Vitória da Conquista registra 76 notificações acumuladas em 2026. Segundo os dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica, há 70 casos classificados como prováveis, além de um caso confirmado e 69 registros em investigação, conforme a classificação apresentada no boletim.
Já em relação ao vírus zika, foram registradas duas notificações ao longo do ano, sendo um caso confirmado e outro ainda em investigação.
A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que os dados epidemiológicos são dinâmicos e podem sofrer modificações à medida que os processos de investigação são concluídos e novos resultados laboratoriais são inseridos no sistema oficial.
Prevenção continua sendo fundamental
Diante da presença de notificações de arboviroses no município, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti depende diretamente da eliminação dos locais onde o mosquito pode depositar seus ovos e se reproduzir.
A orientação é para que os moradores mantenham caixas-d’água devidamente fechadas, eliminem recipientes que possam acumular água, mantenham quintais limpos e verifiquem regularmente vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas, ralos, recipientes expostos ao tempo e outros objetos que possam funcionar como criadouros.
A limpeza das calhas e a atenção a áreas externas das residências também são medidas importantes, principalmente porque pequenas quantidades de água acumulada podem favorecer o ciclo de reprodução do mosquito.
Outro ponto destacado pelas autoridades de saúde é a colaboração dos moradores com os agentes de combate às endemias durante as visitas de inspeção, orientação e identificação de possíveis focos. A entrada dos profissionais nos imóveis permite ampliar a capacidade de identificação e eliminação de criadouros que muitas vezes passam despercebidos na rotina das famílias.
Vigilância permanece acompanhando o cenário
O monitoramento semanal realizado pela Vigilância Epidemiológica permite acompanhar a evolução das arboviroses e identificar possíveis áreas de maior ocorrência, contribuindo para o direcionamento das ações de prevenção e controle.
Embora os números registrados na 34ª Semana Epidemiológica não indiquem hospitalizações ou óbitos relacionados às arboviroses no período, a existência de casos em investigação mantém o alerta para a necessidade de vigilância contínua.
Os dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde são extraídos do Sinan On-line, sistema oficial de registro e acompanhamento de agravos de notificação compulsória. Por serem informações sujeitas à atualização, os números podem ser modificados conforme o avanço das investigações epidemiológicas e laboratoriais.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população mantenha os cuidados de forma permanente. O combate ao mosquito não deve ocorrer apenas durante períodos de aumento das notificações, já que a eliminação dos criadouros é uma das principais estratégias para reduzir a transmissão da dengue, chikungunya e zika.
Para obter informações e orientações sobre ações de combate ao Aedes aegypti em Vitória da Conquista, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Endemias pelo telefone (77) 3229-3151.
A prevenção começa dentro de casa e depende da participação coletiva. Com medidas simples e realizadas regularmente, moradores, agentes públicos e serviços de saúde podem atuar conjuntamente para reduzir os riscos provocados pelas arboviroses e proteger a saúde da população conquistense.






