A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza tem início neste sábado (28) nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul, marcando mais uma importante etapa das ações de saúde pública no Brasil. A mobilização, que se estende até o dia 30 de maio, reforça o compromisso das autoridades sanitárias com a prevenção de doenças respiratórias, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Nesta primeira fase, a prioridade é clara: proteger aqueles com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Estão entre o público-alvo crianças de 6 meses a menores de 6 anos ou, de forma mais específica, até 5 anos, 11 meses e 29 dias , idosos com 60 anos ou mais e gestantes. A estratégia segue critérios técnicos do Ministério da Saúde, que orienta estados e municípios a intensificarem as ações logo no início da campanha.
Para garantir a ampla cobertura vacinal, cerca de 15,7 milhões de doses já foram distribuídas em todo o território nacional. A recomendação da pasta é que as gestões locais adotem medidas proativas, como busca ativa e ampliação de pontos de vacinação, visando alcançar rapidamente os públicos prioritários.
O chamado “Dia D” da vacinação também ocorre neste sábado, com atendimento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em algumas localidades, a campanha já foi antecipada. No Distrito Federal, por exemplo, a imunização começou na última quarta-feira (25), enquanto no Rio de Janeiro teve início ainda na terça-feira (24), demonstrando a urgência e a relevância da iniciativa.
Como parte das estratégias de comunicação, o Governo Federal anunciou o envio de aproximadamente 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos. A ação busca fortalecer a divulgação de informações confiáveis, aumentar a adesão da população e combater a desinformação, incentivando a vacinação como medida essencial de proteção coletiva.
Os dados mais recentes reforçam a importância da campanha. Informações preliminares de 2026 indicam um aumento na circulação de vírus respiratórios em todo o país. Até o dia 14 de março, foram registrados cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com aproximadamente 840 mortes. Entre os casos analisados, a influenza foi responsável por 28,1% das infecções identificadas, evidenciando seu impacto significativo.
A vacinação segue sendo a forma mais eficaz de prevenção, contribuindo diretamente para a redução de casos graves, hospitalizações e óbitos. Vale destacar que, na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, respeitando a sazonalidade específica da doença naquela área.
Vacina atualizada garante proteção contra novas variantes
Neste ano, a vacina influenza trivalente que integra o Calendário Nacional de Vacinação foi atualizada para proteger contra as principais cepas em circulação. O imunizante contempla as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021, pertencente à linhagem Victoria.
A atualização anual é necessária devido às constantes mutações do vírus, o que exige vigilância epidemiológica contínua e adaptações na formulação da vacina. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância da imunização periódica como forma de garantir proteção eficaz ao longo do tempo.
Além dos grupos prioritários iniciais, a vacina também será disponibilizada como estratégia especial para outros segmentos, como profissionais de saúde, povos indígenas, pessoas privadas de liberdade e indivíduos com doenças crônicas.
No caso das crianças entre 6 meses e 8 anos, o esquema vacinal depende do histórico anterior. Aquelas que já foram imunizadas em campanhas passadas recebem apenas uma dose. Já as que nunca foram vacinadas devem receber duas aplicações, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.
Outro ponto importante é que a vacina contra a influenza pode ser administrada simultaneamente a outros imunizantes do calendário nacional, incluindo a vacina contra a covid-19, sem prejuízo à eficácia.
Diante do cenário epidemiológico atual, autoridades reforçam: vacinar-se é um ato de proteção individual e coletiva. A adesão da população é fundamental para conter o avanço da doença e preservar vidas em todo o país.





