O Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos (CRAV) tem ampliado suas estratégias de enfrentamento à violência de gênero por meio de iniciativas que unem informação, acolhimento e prevenção. Entre as ações de destaque está o projeto “Fala, Maria!”, que promove visitas orientativas em diferentes espaços públicos e privados, levando conhecimento sobre direitos, leis e serviços de proteção às mulheres.
A proposta do projeto é atuar diretamente junto à população feminina, especialmente em locais de grande circulação, aproximando o atendimento especializado das mulheres e fortalecendo a rede de proteção. Durante as atividades, são abordados temas como os diversos tipos de violência física, psicológica, moral, patrimonial e sexual além da identificação de relacionamentos abusivos e dos mecanismos legais disponíveis para denúncia e proteção.
Presente em uma das ações, a assistente social Mérice Lobo ressaltou o papel estratégico do CRAV na promoção de políticas públicas voltadas à defesa dos direitos das mulheres. Segundo ela, o centro funciona como um espaço de acolhimento e orientação, com atendimento humanizado e especializado.
“O CRAV é um equipamento fundamental no enfrentamento à violência contra a mulher. Aqui, oferecemos suporte psicológico, jurídico e social, além de realizar os encaminhamentos necessários para a rede de serviços do município, garantindo que cada mulher atendida tenha acesso aos seus direitos e à proteção adequada”, afirmou.
Como parte das atividades do “Fala, Maria!”, a equipe técnica do CRAV realizou uma visita ao Hospital Municipal Esaú Matos, onde promoveu rodas de conversa e atendimentos informativos junto às mulheres presentes na unidade. Durante a ação, foram repassadas orientações sobre a Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos legais de proteção às vítimas de violência doméstica no Brasil, além da divulgação dos canais de denúncia e apoio disponíveis.
A iniciativa também reforçou a importância da igualdade de gênero e do reconhecimento precoce de situações de risco, estimulando a denúncia e o rompimento do ciclo de violência. Para as profissionais envolvidas, ações educativas como essa são essenciais para ampliar o acesso à informação e encorajar mulheres a buscarem ajuda.
Com projetos itinerantes e atuação integrada com outros órgãos, o CRAV segue fortalecendo a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, apostando na informação como ferramenta de transformação social e na presença ativa nos territórios como forma de alcançar quem mais precisa.





