Ex-presidente apresenta limitações de movimento, rigidez articular e redução de força muscular quase um mês após cirurgia; equipe médica mantém tratamento conservador e monitoramento domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece sem autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de quatro semanas após ser submetido a uma cirurgia na região. Relatórios clínicos divulgados na quinta-feira (28) indicam que o processo de recuperação segue dentro de um protocolo cauteloso, com restrições importantes de mobilidade e acompanhamento contínuo da equipe de saúde responsável pelo tratamento.
De acordo com os documentos médicos, Bolsonaro apresenta limitações significativas de movimento no ombro operado, além de rigidez articular, restrições de mobilidade na área da cicatriz cirúrgica e redução da força e do tônus muscular. As condições observadas pelos profissionais de saúde refletem um estágio ainda inicial da recuperação funcional da articulação, exigindo cuidados para evitar sobrecarga na região submetida ao procedimento.
O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas informou que o ex-presidente ainda não recebeu liberação para executar exercícios ativos com o membro operado. Neste momento, os movimentos permitidos estão restritos ao cotovelo, punho e dedos, além de atividades terapêuticas destinadas à preservação das funções já autorizadas pelos médicos.
Segundo o especialista, o protocolo adotado busca garantir a adequada cicatrização dos tecidos e minimizar riscos de complicações que possam comprometer a evolução pós-operatória. A orientação médica estabelece, por enquanto, a realização de apenas uma sessão semanal de fisioterapia, considerada suficiente para esta etapa específica da recuperação.
Além das limitações ortopédicas, o relatório médico aponta que Bolsonaro continua sob acompanhamento domiciliar no 28º dia após a cirurgia. O ortopedista Alexandre Firmino destacou que a equipe mantém vigilância constante sobre o quadro clínico geral do paciente, monitorando tanto a evolução do ombro quanto outras condições associadas ao período pós-operatório.
Entre as medidas adotadas pela equipe médica está a manutenção de doses elevadas de medicamentos prescritos para controle dos sintomas apresentados durante a recuperação. Também foi recomendada uma dieta com baixo teor de acidez, em razão de episódios recorrentes de soluços que vêm sendo observados ao longo das últimas semanas.
Os documentos registram ainda que o ex-presidente não relata dores importantes no ombro direito neste momento, fator considerado positivo dentro do processo de recuperação. Entretanto, persistem queixas relacionadas ao sistema digestivo, incluindo sensação de queimação epigástrica e refluxo gastroesofágico, condições que seguem sendo acompanhadas pelos profissionais responsáveis pelo tratamento.
A continuidade das restrições demonstra que a recuperação do ombro ainda exige prudência por parte da equipe médica. A expectativa é que novas avaliações sejam realizadas nas próximas semanas para verificar a evolução da mobilidade, da força muscular e da cicatrização da região operada, fatores que serão determinantes para uma eventual ampliação das atividades fisioterapêuticas.
Enquanto isso, Bolsonaro permanece seguindo as recomendações médicas, com rotina de recuperação concentrada no acompanhamento domiciliar, controle medicamentoso e sessões supervisionadas de fisioterapia, em um processo considerado fundamental para o restabelecimento completo das funções do ombro direito.





