Tenho proclamado, repetido, reiterado e estou reiterando a reiteração: nasci em Catolés e fui batizado na Pia da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, cerimônia celebrada pelo padre Santana, da Paróquia de Rio de Contas. Meus padrinhos, Efigênia e Zé Assunção, responderam às perguntas do celebrante e rezaram como manda a liturgia do batismo.
Até os 13 anos vivi entre Catolés, Piatã e Livramento. Aos 14, passei a estudar em Livramento e, em Catolés, só comparecia em datas festivas e parte das férias escolares.
Em 1965, com o Certificado de Conclusão do Curso Ginasial do Colégio João Vilas Brasil, fui para Salvador estudar e trabalhar. Consegui atingir o meu objetivo. Contudo, a ida a Catolés se tornou difícil, em razão da impossibilidade de conciliar férias escolares e trabalho. Às vezes superava a impossibilidade com esforço e comparecia em datas festivas, segundo domingo de janeiro e 7 de setembro.
Os fatos a seguir unem passado e presente.
No mês de agosto de 2009, infartei e fiquei internado no leito da UTI cardíaca do Hospital Português. Em determinado dia, refletindo sobre o meu estado de saúde, prometi a Nossa Senhora do Bom Sucesso que, se recebesse alta antes do dia 7 de setembro, iria assistir à missa do dia 8 na Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Catolés, mesmo que a minha locomoção fosse em ambulância. Recebi alta e a minha convalescença permitiu que eu lá estivesse no dia 8 de setembro, assistindo à missa campal. Campal porque a Igreja estava interditada para reparos. Não obstante os reparos, o estado de deterioração da Igreja progrediu e, segundo ouvi da professora e teóloga Cleonice, no dia 10 de janeiro deste ano, a Igreja beirava um colapso estrutural.
Conversando com o meu irmão, João Hipólito Rodrigues Filho, ex-prefeito de Abaíra, ele me disse que frequentemente comparecia ao IPAC, por onde tramitava pedido de restauração da Igreja, e somente para a elaboração do projeto o custo ficou acima de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Como sempre peregrina em busca de benefícios visando melhorar a qualidade de vida de abairenses e catoleenses, mesmo sem cargo eletivo, bateu em várias portas, incluindo a FLEM – Fundação Luís Eduardo Magalhães, tentando prospectar recursos para a cobertura dessa despesa. Debalde, não conseguiu.
O IPAC encaminhou a proposta para a Governadoria, para onde João se dirigiu inúmeras vezes, pedindo a quem competente para agilizar a sua tramitação. Também debalde.
Diante da gravidade, a Igreja, correndo sério risco de desabamento, o Ministério Público, titular da ação de defesa do meio ambiente, impôs aos responsáveis pela administração da Igreja a assinatura de TAC Termo de Ajustamento de Conduta, o que despertou a mobilização social, levando a professora e teóloga Cleonice e o Padre Pablo Dourado a ocuparem a tribuna da Câmara Municipal de Abaíra, “pedindo socorro”. Receberam o apoio irrestrito dos vereadores e de populares presentes à sessão.
Porém, os vídeos com registros visuais do estado da Igreja, encaminhados para o jornalista Emerson Nunes Jr., redator-chefe do programa Bom Dia Bahia, da TV Bahia, muito bem editados e divulgados por seu intermédio no programa, aceleraram a decisão de Sua Excelência, o Sr. Governador Jerônimo Rodrigues, de autorizar o Diretor-Geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho, a abrir processo licitatório para os trabalhos de restauração da Igreja, já julgado e com a empresa adjudicada se estruturando para o início das obras o mais urgente possível.
Considerando a assunção do Estado para a sua cobertura financeira, espera-se que ela seja definitiva, diferentemente das paliativas anteriores.





