Após uma cerimônia de posse marcada pela presença de ministros de Estado, lideranças políticas, familiares e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Nunes Marques iniciou oficialmente sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com foco em duas frentes consideradas prioritárias para as Eleições de 2026: o combate à desinformação e a defesa da credibilidade das urnas eletrônicas.
O primeiro compromisso da nova gestão será o acompanhamento da 8ª edição do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, conhecido como Teste Público da Urna. A iniciativa começa nesta quarta-feira (13) e segue até sexta-feira (15), na sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.
Além da agenda voltada à segurança dos sistemas eleitorais, Nunes Marques também pretende avançar em ações de fiscalização e na criação de uma força-tarefa destinada a monitorar o uso irregular de ferramentas de Inteligência Artificial durante o processo eleitoral de 2026. A preocupação da Corte é impedir a disseminação de conteúdos manipulados, montagens digitais e campanhas de desinformação que possam comprometer a lisura do pleito.
O Teste Público da Urna é considerado uma das principais etapas de auditoria e transparência da Justiça Eleitoral brasileira. Nesta nova fase, pesquisadores e especialistas que participaram da etapa inicial do procedimento retornarão ao TSE para verificar se as sugestões e apontamentos apresentados anteriormente foram efetivamente incorporados aos sistemas.
O chamado Teste de Confirmação reunirá investigadores individuais e grupos de pesquisa responsáveis por avaliar a robustez das urnas eletrônicas e dos sistemas eleitorais. Durante três dias, das 10h às 18h, os participantes terão acesso controlado aos equipamentos e programas utilizados pela Justiça Eleitoral para validar as correções implementadas pelo tribunal.
A primeira etapa da avaliação ocorreu entre os dias 1º e 5 de dezembro de 2025, ainda durante a gestão da ministra Cármen Lúcia na presidência do TSE. Na ocasião, nenhuma das equipes participantes conseguiu violar o sigilo do voto nem comprometer a integridade das urnas eletrônicas. Apesar disso, a Comissão Avaliadora do tribunal recomendou a reaplicação de alguns planos de teste específicos para aprofundar a análise técnica dos sistemas.
Agora, o objetivo central do TSE é confirmar se todos os ajustes realizados após as avaliações de dezembro foram suficientes para eliminar eventuais vulnerabilidades identificadas pelos especialistas. A expectativa da Corte é concluir o processo de validação com antecedência em relação às Eleições Gerais de 2026, marcadas para os dias 4 e 25 de outubro, datas previstas para o primeiro e o segundo turno, respectivamente.
A gestão de Nunes Marques assume o comando da Justiça Eleitoral em um cenário de crescente preocupação global com campanhas de desinformação, ataques cibernéticos e uso político de ferramentas digitais avançadas. Nos bastidores do tribunal, a avaliação é de que a combinação entre segurança tecnológica, transparência institucional e fiscalização do ambiente virtual será determinante para garantir confiança pública no processo eleitoral brasileiro.





