A morte precoce da jornalista Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, aos 35 anos, gerou forte comoção no meio da comunicação e entre moradores de Minas Gerais. Repórter da Band Minas, Alice teve a morte encefálica confirmada na última quinta-feira (16), após não resistir aos ferimentos provocados por um grave acidente na BR-381, no trecho que corta o município de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Internada em estado crítico no Hospital João XXIII, referência em atendimento a traumas no estado, a jornalista lutou pela vida após sofrer um traumatismo craniano severo, além de múltiplas fraturas. Apesar dos esforços da equipe médica, o quadro clínico evoluiu para morte encefálica, encerrando de forma trágica uma trajetória profissional marcada por sensibilidade e compromisso com a informação.
Com passagens por diferentes emissoras do país, Alice construiu uma carreira sólida no jornalismo, destacando-se pela abordagem humana em suas reportagens. Colegas de profissão ressaltam sua capacidade de dar voz a histórias muitas vezes invisibilizadas, sobretudo em pautas sociais. Entre os temas aos quais se dedicava com maior profundidade estava o autismo, uma causa com a qual mantinha envolvimento pessoal e que frequentemente pautava seu trabalho com empatia e responsabilidade.
A notícia de sua morte repercutiu intensamente nas redações e nas redes sociais, onde jornalistas, amigos e telespectadores prestaram homenagens, destacando não apenas o profissionalismo, mas também a generosidade e o olhar atento de Alice para as questões humanas. A perda ganha contornos ainda mais dolorosos diante da realidade familiar: a repórter deixa um bebê com menos de um ano de idade.
Em meio à dor, a família tomou a decisão de autorizar a doação de órgãos, gesto que reforça um legado de solidariedade e pode representar uma nova chance de vida para outras pessoas. Em nota, a emissora lamentou profundamente a morte da jornalista, destacando seu comprometimento com o exercício ético da profissão e sua dedicação a pautas sensíveis, que marcaram sua passagem pelo jornalismo mineiro.
O caso reacendeu o alerta sobre os riscos nas rodovias brasileiras, especialmente em trechos movimentados como o da BR-381, frequentemente palco de acidentes graves. A morte de Alice não apenas interrompe uma carreira promissora, mas também deixa uma lacuna no jornalismo, onde sua voz se destacava pela escuta ativa e pela busca constante por histórias que mereciam ser contadas.





