O agora ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), utilizou a cerimônia de transmissão de posse neste domingo (22/3) para marcar não apenas o fim de sua gestão no estado, mas também o início de uma postura mais incisiva como pré-candidato à Presidência da República. O evento ocorreu no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, reunindo lideranças políticas, apoiadores e convidados de diversas regiões mineiras.
Durante o discurso, Zema adotou um tom crítico ao governo federal e ao cenário político nacional, com falas que ecoaram entre os presentes. “Ninguém aguenta mais a farra da corrupção. O brasileiro está cansado de viver com medo, de ver que as contas não fecham no fim do mês. O Brasil está sendo destruído por esse governo, pelo mesmo sistema que já destruiu Minas”, afirmou, em uma fala que foi recebida com aplausos e manifestações de apoio.
Em outro momento, o ex-governador intensificou o discurso ao afirmar que o país enfrenta problemas estruturais relacionados à má gestão e à corrupção. “Nós não somos um país fracassado. Somos um país roubado. Um país que foi saqueado por quem deveria cuidar dele. Chega de sobras para ladrões”, declarou, reforçando o tom combativo de sua fala.
A cerimônia contou com a presença de cerca de 800 políticos do interior do estado e aproximadamente 1.700 convidados. Na ocasião, Zema transferiu o tradicional colar da Inconfidência ao novo governador, Mateus Simões (PSD), simbolizando a passagem oficial de comando do Executivo mineiro.
Em tom de balanço, Zema destacou ações de sua gestão e defendeu que Minas Gerais passou por mudanças significativas durante seu governo. Segundo ele, os avanços conquistados no estado podem servir como modelo para o país. “Começamos a mudar Minas, colocando ordem nas contas, valorizando quem produz e combatendo privilégios. Agora é hora de levar essa transformação para o Brasil”, disse.
Ao projetar sua candidatura presidencial, o político reforçou um discurso voltado à população que busca estabilidade econômica e segurança. “O brasileiro não quer nada extraordinário. Quer apenas um país normal, que funcione, onde quem trabalha possa prosperar. Um país onde a lei seja igual para todos, onde os valores da família sejam respeitados e o empreendedor não seja tratado como inimigo”, afirmou.
Zema também direcionou críticas ao Judiciário e a figuras políticas envolvidas em escândalos, em uma fala que sinaliza o tom de sua campanha. “O Brasil dos intocáveis precisa acabar. Não pode haver mais espaço para quem está acima da lei ou protegido por privilégios”, concluiu.
A cerimônia marcou, portanto, não apenas a transição de governo em Minas Gerais, mas também o fortalecimento do discurso político de Romeu Zema no cenário nacional, com críticas contundentes e promessas de mudança que devem pautar sua caminhada rumo às eleições presidenciais.





