O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), atualizou nesta quarta-feira (25) o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorreu um dia após o parlamentar retornar ao Brasil, na terça-feira (24), depois de passar alguns dias nos Estados Unidos.
Segundo o senador, o ex-presidente apresentou sinais de melhora no dia de hoje, demonstrando estar mais disposto. No entanto, Flávio Bolsonaro fez questão de destacar que o quadro clínico ainda inspira cuidados e que a segunda-feira foi particularmente difícil. “Hoje ele estava mais bem disposto, mas não passou bem. A segunda-feira foi complicada”, afirmou.
De acordo com o relato, médicos que acompanham Jair Bolsonaro de forma contínua apontaram intercorrências que exigiram atenção especial. “Conversei com alguns médicos que estão aqui a todo momento prestando atenção no que está acontecendo com ele. Eles disseram que foi um pouco complicado na segunda-feira. Ele teve uma crise de soluço e apresentou vômitos”, detalhou o senador, evidenciando a fragilidade do estado de saúde do pai.
Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro voltou a fazer um apelo público pela concessão de prisão domiciliar humanitária. Para ele, as condições clínicas do ex-presidente representam riscos significativos, especialmente em razão dos efeitos colaterais dos medicamentos utilizados no tratamento. “Ele fica sozinho numa cela. Mais uma vez, os remédios que ele toma causam tontura. Isso é perigoso”, alertou.
O senador ressaltou ainda que, apesar de medidas pontuais adotadas para reduzir riscos no ambiente como adaptações em quinas de móveis , a permanência do ex-presidente nessas condições não se justifica. “Não há nenhuma necessidade de ele continuar aqui, diante da situação de saúde em que se encontra”, argumentou.
As declarações reforçam a estratégia da defesa e dos aliados políticos de Jair Bolsonaro, que sustentam a necessidade de uma reavaliação das medidas adotadas, levando em conta critérios humanitários e médicos. O tema segue gerando repercussão no meio político e jurídico, enquanto apoiadores aguardam uma manifestação das autoridades competentes sobre o pedido de prisão domiciliar.





