A Bahia definiu, neste domingo (4), os 63 deputados estaduais que irão compor a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) a partir de 2027. Os parlamentares foram escolhidos para um mandato de quatro anos e terão entre suas principais responsabilidades a elaboração de leis estaduais, a fiscalização das ações do Governo da Bahia e a análise de matérias relacionadas ao orçamento e às políticas públicas do estado.
O resultado das urnas estabelece uma nova configuração política para o Legislativo baiano e será determinante para os próximos anos da administração estadual. A composição da Alba também deverá influenciar diretamente os debates sobre investimentos, serviços públicos, infraestrutura, segurança, saúde, educação, desenvolvimento regional e demais temas de interesse da população baiana.
Diferentemente da eleição para presidente da República, governador e senador, a disputa pelas cadeiras de deputado estadual ocorre pelo sistema proporcional. Nesse modelo, a definição dos eleitos não depende exclusivamente da votação individual de cada candidato. O desempenho obtido pelos partidos e pelas federações também é considerado na distribuição das vagas.
Na prática, a quantidade de votos recebida por cada legenda ou federação interfere diretamente no número de cadeiras conquistadas. Depois da distribuição das vagas, são considerados os candidatos mais votados dentro de cada grupo partidário, respeitando as regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
Uma nova composição para a Assembleia Legislativa
Com 63 cadeiras em disputa, a nova composição da Assembleia Legislativa reúne representantes de diferentes forças políticas e regiões da Bahia. O resultado demonstra a diversidade eleitoral do estado e a presença de bancadas com diferentes perfis ideológicos e projetos políticos.
Entre os partidos e federações que conquistaram vagas estão Avante, PDT, Republicanos, PSD, MDB, PL, Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV —, Federação PSOL–Rede, Federação PSDB–Cidadania e Federação União–Progressista, composta por União Brasil e PP.
A distribuição das cadeiras mostra ainda o peso das federações no processo eleitoral e evidencia como a votação coletiva das legendas pode determinar a presença de diferentes grupos políticos dentro do Parlamento baiano.
Confira os deputados estaduais eleitos na Bahia
Avante — 6 vagas
O Avante conquistou seis cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia.
- Tancredo Isidório — 82.370 votos
- Léo de Neco — 81.505 votos
- Vitor Azevedo — 68.494 votos
- Silva Neto — 66.769 votos
- João de Furão — 58.360 votos
- Felipe Duarte — 51.719 votos
PDT — 5 vagas
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) garantiu cinco representantes.
- Luciano Pinheiro — 88.355 votos
- Marcinho Oliveira — 79.982 votos
- Neto Coelho — 54.220 votos
- Josafá Marinho — 46.527 votos
- Cacau da Mata — 464.466 votos
Republicanos — 4 vagas
O Republicanos terá quatro deputados estaduais.
- Dr. Thiago Gilleno — 113.705 votos
- Angelo Coronel Filho — 67.579 votos
- Jurailton Santos — 60.461 votos
- José de Arimateia — 49.287 votos
PSD — 9 vagas
O Partido Social Democrático (PSD) conquistou uma das maiores bancadas da nova Assembleia, com nove cadeiras.
- Ivana Bastos — 202.999 votos
- Denise Menezes — 102.077 votos
- Alex da Piatã — 99.572 votos
- Andrea Castro — 86.920 votos
- Niltinho — 79.308 votos
- Ricardo Rodrigues — 74.387 votos
- Eduardo Alencar — 72.742 votos
- Cláudia Oliveira — 71.452 votos
- Ludmilla Fiscina — 63.782 votos
MDB — 2 vagas
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) elegeu dois representantes.
- Rogério Andrade — 93.409 votos
- Carlinhos Sobral — 73.040 votos
PL — 7 vagas
O Partido Liberal (PL) conquistou sete cadeiras.
- Diego Castro — 160.117 votos
- Cinthya Marabá — 88.970 votos
- Samuel Júnior — 86.949 votos
- Igor — 79.651 votos
- Jânio Natal Júnior — 77.643 votos
- Paulo Câmara — 65.596 votos
- Soldado Prisco — 50.200 votos
Federação Brasil da Esperança — Fé Brasil (PT–PCdoB–PV) — 19 vagas
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, terá a maior bancada da nova composição da Assembleia Legislativa, com 19 cadeiras.
- Rowena (PT) — 136.707 votos
- Rosemberg (PT) — 100.343 votos
- Osni (PT) — 88.829 votos
- Angelo Almeida (PT) — 86.972 votos
- Vilma Reis (PT) — 83.109 votos
- Júlio Pinheiro (PT) — 78.512 votos
- Juvenilson Passos (PT) — 75.387 votos
- Zé Raimundo (PT) — 74.364 votos
- Junior Muniz (PT) — 73.549 votos
- Bobô (PCdoB) — 70.231 votos
- Fabrício (PCdoB) — 64.235 votos
- Roberto Carlos (PV) — 63.625 votos
- Robbinson (PT) — 63.537 votos
- Tagner (PT) — 62.965 votos
- Fátima Nunes (PT) — 62.944 votos
- Eduardo Salles (PV) — 62.719 votos
- Marquinho Viana (PV) — 59.981 votos
- Zé do Sertão (PCdoB) — 59.513 votos
- Neusa Cadore (PT) — 56.457 votos
Federação PSOL–Rede — 1 vaga
A federação formada por PSOL e Rede conquistou uma cadeira.
- Kleber Rosa (PSOL) — 68.854 votos
Federação PSDB–Cidadania — 2 vagas
A Federação PSDB–Cidadania elegeu dois deputados.
- Tiago Correia (PSDB) — 65.857 votos
- Jordavio Ramos (PSDB) — 47.686 votos
Federação União–Progressista — 8 vagas
A Federação União–Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), conquistou oito cadeiras na Assembleia Legislativa.
- Elinaldo (União Brasil) — 100.740 votos
- Pedro Tavares (União Brasil) — 97.676 votos
- Sandro Régis (União Brasil) — 91.371 votos
- Hassan de Zé Cocá (PP) — 75.211 votos
- Junior Nascimento (União Brasil) — 72.043 votos
- Dr. Pitágoras (PP) — 66.574 votos
- Penalva (PP) — 64.467 votos
- Luciano Simões Filho (União Brasil) — 60.584 votos
Legislativo terá papel estratégico a partir de 2027
Com o resultado das urnas, a Assembleia Legislativa da Bahia inicia uma nova etapa de sua composição política. A partir de 2027, os deputados terão a missão de representar diferentes segmentos da sociedade baiana e atuar diretamente na formulação das políticas públicas estaduais.
Além da apresentação e votação de projetos de lei, os parlamentares exercem uma função fundamental de fiscalização do Poder Executivo. Entre as atribuições estão a análise das contas públicas, o acompanhamento da aplicação dos recursos estaduais e a discussão de medidas que impactam diretamente a vida dos baianos.
Outro ponto de relevância será a relação entre a nova Assembleia e o Governo da Bahia. A formação das bancadas e a correlação de forças entre situação e oposição poderão influenciar a tramitação de projetos considerados estratégicos para a administração estadual.
O resultado também coloca em evidência a importância da articulação política dos partidos e das federações. A eleição proporcional faz com que o desempenho coletivo das legendas tenha peso decisivo na composição final do Parlamento, tornando cada voto parte de uma disputa que ultrapassa a votação individual dos candidatos.
A nova Assembleia Legislativa da Bahia, portanto, chegará a 2027 com uma configuração política definida pelas urnas e com a responsabilidade de representar um dos maiores colégios eleitorais do país. Os 63 deputados eleitos terão pela frente quatro anos de mandato marcados por debates sobre os principais desafios do estado e pela necessidade de transformar as demandas apresentadas pela população em propostas, leis e ações no âmbito do Legislativo estadual.
O resultado das eleições de 2026 encerra uma etapa da disputa eleitoral e abre outra, agora voltada para a atuação parlamentar. A partir da posse, a atenção estará voltada para a formação da Mesa Diretora, organização das bancadas, definição das comissões permanentes e construção das alianças que irão estabelecer a dinâmica política da Assembleia Legislativa da Bahia nos próximos anos.






