O governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, oficializou na noite desta quinta-feira (6) o registro de sua candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A documentação apresentada à Justiça Eleitoral revela que o político declarou um patrimônio de R$ 178,7 milhões, montante que representa um crescimento expressivo em relação à última eleição que disputou.
De acordo com os dados informados ao TSE, o patrimônio declarado por Zema é aproximadamente 38% superior ao registrado em 2022, quando concorreu à reeleição para o Governo de Minas Gerais. Naquele pleito, o candidato havia informado possuir bens avaliados em R$ 129 milhões, evidenciando uma evolução patrimonial significativa no intervalo de quatro anos.
Entre os bens declarados constam um terreno avaliado em R$ 70 mil e um imóvel residencial no valor de R$ 704 mil. Entretanto, a maior parcela do patrimônio informado está concentrada na participação societária em uma holding familiar, estimada em R$ 94,4 milhões. Esse ativo representa mais da metade do patrimônio total declarado pelo candidato, demonstrando que sua riqueza está majoritariamente vinculada aos negócios da família.
Empresário antes de ingressar definitivamente na vida pública, Romeu Zema construiu sua trajetória no setor privado e sempre destacou sua experiência administrativa como um dos pilares de sua atuação política. A declaração de bens apresentada ao TSE segue as exigências da legislação eleitoral, que determina que todos os candidatos informem detalhadamente seu patrimônio no momento do registro da candidatura.
Na disputa eleitoral de 2022, quando conquistou o segundo mandato à frente do Governo de Minas Gerais, Zema figurou entre os candidatos com maior patrimônio do país. À época, ocupou a 15ª posição no ranking dos concorrentes mais ricos entre todos os cargos em disputa, reforçando sua condição de um dos políticos com maior patrimônio declarado nas eleições brasileiras.
O registro da candidatura marca oficialmente o início da participação de Romeu Zema na corrida pelo Palácio do Planalto. A partir de agora, o candidato passa a integrar formalmente a disputa presidencial, submetendo-se às etapas previstas pela Justiça Eleitoral, incluindo a análise da documentação apresentada e o julgamento do pedido de registro.
A divulgação das declarações patrimoniais dos candidatos integra o processo de transparência eleitoral conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral, permitindo que eleitores, instituições e órgãos de controle tenham acesso às informações financeiras dos postulantes aos cargos públicos. O procedimento busca fortalecer a publicidade dos dados e ampliar o acompanhamento da sociedade sobre o patrimônio declarado pelos candidatos durante o processo eleitoral.






