A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou, nesta terça-feira (24), que recebeu uma ligação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro logo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a parlamentar, Michelle segue acompanhando de perto o estado de saúde do marido, internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde trata um quadro de broncopneumonia.
De acordo com Damares, a ex-primeira-dama demonstrou serenidade diante do momento delicado e tem mantido contato frequente com familiares e amigos mais próximos. “Ela está firme, com muita fé, cuidando do presidente e transmitindo tranquilidade à família”, relatou a senadora, ao destacar o papel de Michelle como principal apoio neste período.
Ainda segundo a parlamentar, Michelle tem adotado uma postura religiosa como forma de enfrentamento da situação. Em tom de reflexão, Damares revelou que a ex-primeira-dama chegou a afirmar que está “orando” pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, responsável pela decisão que envolve o ex-presidente. A declaração chama atenção pelo contexto político, evidenciando um discurso pautado na fé mesmo diante de um cenário de tensão jurídica.
Nos bastidores, Damares também comentou que Michelle avaliou como positiva a conversa que teve com o ministro Moraes na última segunda-feira (23). Durante o encontro, a ex-primeira-dama solicitou a concessão da prisão domiciliar por razões de saúde. Segundo a senadora, Michelle teria repetido expressões como “Louvado seja Deus” ao comentar o desfecho da audiência, indicando alívio com a decisão.
A autorização para o cumprimento da pena em regime domiciliar foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes na terça-feira (24). A medida prevê que Jair Bolsonaro cumpra, inicialmente por 90 dias, parte da pena de 27 anos e 3 meses em sua residência. Entre as condições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica e o cumprimento de medidas cautelares estabelecidas pela Justiça.
Internado na capital federal, Bolsonaro não deverá retornar ao sistema prisional após receber alta médica. A decisão determina que o ex-presidente seja encaminhado diretamente para o regime domiciliar, onde seguirá sob monitoramento e acompanhamento das autoridades competentes.
O caso continua repercutindo no cenário político nacional, mobilizando aliados, opositores e diferentes setores da sociedade. Enquanto isso, a família do ex-presidente mantém discrição pública, apostando na recuperação da saúde e no cumprimento das determinações judiciais, em meio a um dos momentos mais delicados da trajetória política de Jair Bolsonaro.





