Durante coletiva de imprensa realizada no Hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (25/3), a equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atualizou o quadro de saúde do paciente, indicando evolução positiva e estabilidade clínica. A expectativa, segundo os profissionais, é de que ele receba alta hospitalar na próxima sexta-feira (27/3).
De acordo com o médico Brasil Caiado, que integra a equipe assistente, Bolsonaro apresenta sinais consistentes de recuperação após o tratamento contra uma broncopneumonia bacteriana. “Realizamos ontem, já como parte do protocolo de preparação para a alta, um exame de raio-X do tórax. O resultado foi bastante satisfatório. Do ponto de vista clínico, o paciente encontra-se estável, e a imagem revelou melhora significativa do pulmão direito”, afirmou.
Ainda segundo Caiado, o ex-presidente está em fase final do tratamento medicamentoso. “Estamos em uma programação de transição para o ambiente domiciliar. O antibiótico será concluído amanhã [quinta-feira], e, mantendo-se esse quadro evolutivo favorável, a alta está prevista para sexta-feira”, acrescentou o médico.
Bolsonaro foi internado no dia 13 de março, após apresentar sintomas compatíveis com uma infecção respiratória grave, incluindo febre elevada, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e episódios de calafrios. O quadro clínico se manifestou enquanto ele estava sob custódia no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.
No campo jurídico, a situação do ex-presidente também avançou nos últimos dias. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, na terça-feira (24/3), a conversão da custódia em prisão domiciliar pelo período inicial de 90 dias. A medida foi concedida em razão do estado de saúde e da necessidade de continuidade do tratamento fora do ambiente hospitalar.
Com a alta médica, Bolsonaro deverá seguir diretamente para sua residência, localizada no condomínio Solar de Brasília, onde cumprirá a pena de 27 anos e 3 meses, imposta em decorrência de condenação relacionada à tentativa de ruptura institucional.
A decisão do STF estabelece ainda o cumprimento de medidas cautelares rigorosas. Entre elas, está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, além de restrições de deslocamento e monitoramento contínuo por parte das autoridades competentes.
Especialistas avaliam que o quadro clínico favorável contribuiu diretamente para a flexibilização da custódia, permitindo que o tratamento seja continuado em casa, sob supervisão médica. Ainda assim, a evolução do estado de saúde seguirá sendo acompanhada de perto, especialmente em razão do histórico recente de complicações respiratórias.
O caso segue repercutindo tanto na esfera política quanto jurídica, reunindo atenção de autoridades, aliados e críticos, em um cenário que combina desdobramentos médicos e decisões judiciais de grande impacto nacional.





