Uma nova pesquisa do Instituto Veritá para a eleição presidencial de 2026 indica um cenário de forte polarização no eleitorado brasileiro e revela uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na média nacional do primeiro turno. O levantamento, realizado entre os dias 1º e 4 de setembro, coloca os dois principais nomes separados por apenas 0,5 ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa.
De acordo com os números divulgados, Flávio Bolsonaro aparece com 38,9% das intenções de voto, enquanto Lula registra 38,4%. Na terceira colocação está Cury, do Avante, com 12,4%.
Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais, os resultados configuram empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula. Na prática, isso significa que, dentro dos limites estatísticos do levantamento, não é possível afirmar que um dos dois candidatos esteja efetivamente à frente do outro.
O resultado evidencia o grau de competitividade projetado para a corrida presidencial e aponta para uma eleição marcada pela concentração de votos em dois polos principais. Embora ainda haja um longo período até o pleito, a fotografia apresentada pela pesquisa demonstra um eleitorado dividido e uma disputa que, neste momento, aparece sem vantagem consolidada para nenhum dos dois líderes nacionais.
Cenário regional mostra diferenças expressivas
Além da média nacional, os dados do Instituto Veritá revelam diferenças importantes no comportamento do eleitorado conforme a região do país. O desempenho dos candidatos varia significativamente de acordo com o território, evidenciando a existência de diferentes padrões de preferência eleitoral.
Flávio Bolsonaro aparece na liderança em quatro das cinco regiões brasileiras. O melhor desempenho do candidato do PL é registrado no Sul, onde alcança 46,5% das intenções de voto. Na sequência aparecem o Centro-Oeste, com 44,6%, o Norte, com 43,4%, e o Sudeste, com 43,1%.
Os números apontam para uma vantagem regional expressiva de Flávio Bolsonaro nessas áreas, especialmente em regiões que possuem peso significativo na composição do eleitorado nacional.
O quadro é diferente no Nordeste, onde Lula mantém uma liderança ampla. Segundo a pesquisa, o presidente soma 49,1% das intenções de voto na região, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 25,9%.
A diferença de 23,2 pontos percentuais faz do Nordeste a principal região de sustentação do desempenho nacional de Lula no levantamento. O resultado também reforça a importância estratégica da região para a composição de uma eventual maioria no primeiro turno, considerando seu peso no eleitorado brasileiro.
Cury aparece em terceiro lugar
Na terceira posição do cenário nacional está Cury, candidato do Avante, com 12,4% das intenções de voto. Apesar de estar distante dos dois primeiros colocados, o candidato apresenta desempenho relativamente mais elevado em determinadas regiões.
Seus melhores resultados aparecem no Norte, onde alcança 15,8%, e no Sudeste, com 12%.
O desempenho de Cury demonstra que, embora a disputa esteja fortemente concentrada entre Flávio Bolsonaro e Lula, existe espaço para candidaturas alternativas em segmentos específicos do eleitorado. A capacidade de transformar esses índices regionais em crescimento nacional, contudo, dependerá da evolução da campanha, da exposição dos candidatos e das alianças políticas construídas ao longo do processo eleitoral.
Pesquisa retrata momento específico da corrida eleitoral
Os números divulgados devem ser interpretados como um retrato do momento em que o levantamento foi realizado. A disputa presidencial ainda está em fase de consolidação, e fatores políticos, econômicos, sociais e eleitorais podem alterar significativamente as preferências do eleitorado até a votação.
A pesquisa foi registrada sob o número BR-09426/2026, ouviu 3.840 eleitores e apresenta nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O cenário apresentado pelo levantamento coloca a eleição presidencial diante de uma perspectiva de elevada competitividade. Com menos de um ponto percentual separando os dois primeiros colocados na média nacional, qualquer oscilação dentro da margem de erro pode modificar a ordem numérica entre Flávio Bolsonaro e Lula.
Mais do que apontar um favorito definitivo, os dados revelam, neste momento, um país eleitoralmente dividido, com duas candidaturas concentrando a maior parcela das intenções de voto e diferenças regionais bastante acentuadas.
A fotografia atual, portanto, é de uma corrida presidencial marcada pela polarização, pelo equilíbrio nacional e por fortes contrastes regionais, especialmente entre o Nordeste e as demais regiões brasileiras. A evolução desse cenário ao longo dos próximos levantamentos será determinante para medir se o atual empate representa uma tendência de longo prazo ou apenas uma fotografia momentânea da disputa de 2026.






