O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a esclarecer, nesta quarta-feira (22), uma informação falsa que voltou a circular nas redes sociais e em aplicativos de mensagens envolvendo a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Em nota oficial, a Corte reafirmou que a empresa venezuelana Smartmatic jamais forneceu urnas eletrônicas, softwares ou qualquer tecnologia responsável pelo funcionamento dos equipamentos utilizados nas eleições realizadas no Brasil.
O posicionamento do TSE ocorre após a repercussão internacional de declarações envolvendo a Smartmatic. A empresa foi citada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em acusações relacionadas ao sistema eleitoral venezuelano. Diante da circulação de conteúdos que tentam associar a empresa ao processo eleitoral brasileiro, a Justiça Eleitoral reforçou que não existe qualquer vínculo entre a Smartmatic e o desenvolvimento das urnas eletrônicas utilizadas no país.
Segundo o Tribunal, essa informação falsa não é recente. O órgão lembra que o mesmo boato já havia sido oficialmente desmentido em 2020 e que circula na internet, de forma recorrente, desde pelo menos 2017. A Corte destaca que a divulgação desse tipo de conteúdo contribui para a propagação de desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro e reforça a importância de consultar fontes oficiais antes de compartilhar qualquer informação.
Na nota, o TSE explica que as urnas eletrônicas brasileiras foram integralmente projetadas por servidores públicos e equipes técnicas da própria Justiça Eleitoral. O desenvolvimento tecnológico, a arquitetura dos equipamentos e os sistemas de segurança são conduzidos sob responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral, enquanto a fabricação física das urnas é realizada por empresas contratadas por meio de processos de licitação pública, sempre sob rigorosa fiscalização e coordenação técnica do próprio Tribunal.
O órgão também esclareceu que a Smartmatic manteve apenas uma relação contratual limitada com a Justiça Eleitoral em atividades de infraestrutura voltadas à conexão de dados e voz, serviço sem qualquer participação no desenvolvimento, programação, operação ou gerenciamento das urnas eletrônicas brasileiras. Dessa forma, a empresa jamais teve acesso ao software eleitoral ou ao funcionamento interno dos equipamentos utilizados nas eleições nacionais.
O Tribunal Superior Eleitoral ressaltou ainda que o sistema eleitoral brasileiro é submetido a diversas etapas de auditoria, fiscalização e testes públicos de segurança, permitindo o acompanhamento por representantes de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), universidades, Polícia Federal e outras instituições fiscalizadoras. O objetivo, segundo a Corte, é assegurar transparência, confiabilidade e integridade ao processo eleitoral.
Especialistas em segurança da informação e o próprio TSE têm reiterado que a disseminação de notícias falsas sobre as urnas eletrônicas representa um dos principais desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral nos últimos anos. Por isso, o Tribunal reforça que informações relacionadas ao processo eleitoral devem ser verificadas por meio de seus canais oficiais, evitando que conteúdos enganosos comprometam o debate público e a confiança da população nas instituições democráticas.
Com a aproximação das Eleições Gerais de 2026, a Justiça Eleitoral intensifica ações de esclarecimento à sociedade, reafirmando seu compromisso com a transparência, o combate à desinformação e a preservação da credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.
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