O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que pretende levar frutas brasileiras, como a jabuticaba e o maracujá, a líderes internacionais entre eles o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping como forma simbólica de promover o Brasil e, segundo ele, “acalmar” tensões.
A declaração foi feita durante a abertura da Feira Brasil na Mesa, evento realizado em Planaltina, no Distrito Federal, em celebração aos 53 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Na ocasião, Lula destacou o potencial agrícola do país e a diversidade de produtos nativos, enfatizando que o Brasil ainda não explora plenamente suas riquezas naturais.
Em tom descontraído, o presidente mencionou a intenção de levar um “pé de jabuticaba” aos líderes estrangeiros. “Quando eu viajar, vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping, vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. Levar maracujá”, afirmou.
A fala gerou repercussão por misturar diplomacia com elementos culturais brasileiros, utilizando frutas típicas como símbolo de aproximação e diálogo. A jabuticaba, fruto originário do Brasil e conhecido por crescer diretamente no tronco da árvore, foi citada como exemplo da singularidade nacional. Já o maracujá é popularmente associado a propriedades calmantes, o que reforça o tom bem-humorado da declaração.
Durante o discurso, Lula também ressaltou que o país possui “um potencial extraordinário”, mas enfrenta desafios para transformar essa riqueza em oportunidades econômicas e projeção internacional. Segundo ele, é necessário ampliar a valorização dos produtos nacionais no mercado global.
A menção a Donald Trump ocorre em meio a uma série de declarações recentes do presidente brasileiro envolvendo o cenário político internacional, embora não tenha havido detalhamento sobre agendas diplomáticas concretas com o ex-mandatário norte-americano.
O evento da Embrapa reuniu autoridades, pesquisadores e representantes do setor agropecuário, com foco na inovação, sustentabilidade e fortalecimento da produção nacional. A feira também serviu como vitrine para alimentos típicos e tecnologias desenvolvidas no país, reforçando o papel estratégico da agricultura brasileira na economia global.
Analistas avaliam que, embora a fala tenha caráter informal, ela se insere em uma estratégia recorrente do presidente de utilizar elementos culturais e simbólicos como ferramenta de comunicação política, tanto no cenário interno quanto externo.





