O cantor MC Ryan SP segue detido na sede da Polícia Federal, na capital paulista, neste sábado (18), após decisão da Justiça que manteve sua prisão preventiva durante audiência de custódia realizada na última quinta-feira (16). A informação foi confirmada por sua equipe de defesa, que acompanha o caso desde o início das investigações.
O artista foi preso na quarta-feira (15), no âmbito da Operação Narco Fluxo, uma ação de grande porte que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro com ramificações no tráfico de drogas. Segundo as autoridades, a operação mobilizou agentes em diferentes estados e resultou na prisão de diversos investigados.
Entre os nomes citados no inquérito estão Raphael Sousa Oliveira e o também funkeiro MC Poze do Rodo, que já foram transferidos para unidades do sistema prisional. No caso de MC Ryan SP, até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual remoção para um presídio, o que mantém o artista sob custódia direta da Polícia Federal.
De acordo com a defesa, o processo corre sob relativo sigilo, o que tem limitado o acesso integral aos autos. Em nota, os advogados afirmaram que ainda não tiveram conhecimento completo das acusações e reforçaram que irão adotar todas as medidas legais cabíveis para garantir o direito à ampla defesa e ao contraditório.
A investigação permanece em andamento e, segundo fontes ligadas ao caso, novas fases da operação não estão descartadas. A expectativa é que, nos próximos dias, a Justiça se manifeste novamente sobre a situação dos envolvidos, à medida que provas forem analisadas e novos elementos venham à tona.
Enquanto isso, o caso repercute intensamente nas redes sociais e no cenário musical, reacendendo debates sobre a relação entre artistas do funk e investigações criminais no país. Especialistas apontam que, independentemente da notoriedade dos investigados, o devido processo legal deve prevalecer, garantindo julgamento justo e baseado em provas consistentes.





