O Exército Brasileiro prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado investigada após os ataques às instituições democráticas no país. As ordens de prisão foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que apuram a atuação de grupos organizados contra o Estado de Direito.
Entre os detidos estão Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida. Segundo as investigações, eles integram o chamado “núcleo 4” , grupo apontado como responsável pela disseminação de desinformação e pela articulação de estratégias para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.
De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), os militares respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e incitação contra as instituições. As condenações foram confirmadas pelo STF após análise do conjunto de provas reunidas ao longo das investigações.
Ainda segundo as autoridades, outros dois investigados ligados ao mesmo núcleo permanecem foragidos no exterior. Há cooperação internacional em andamento para localizá-los e viabilizar eventual extradição.
As apurações indicam que o grupo atuava de forma coordenada na produção e disseminação de notícias falsas, especialmente sobre a lisura das urnas eletrônicas e do processo eleitoral. O objetivo, conforme os investigadores, seria criar um ambiente de instabilidade social e política, estimulando apoiadores a aderirem a atos antidemocráticos registrados entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
Relatórios da Polícia Federal também apontam indícios de uso indevido de estruturas públicas e recursos institucionais para a prática dos crimes, o que agrava a situação dos envolvidos. As investigações continuam em curso para identificar outros possíveis participantes e mapear a extensão das ações do grupo.
Em nota, fontes ligadas às Forças Armadas informaram que o Exército tem colaborado com as autoridades judiciais e reafirmou o compromisso com a Constituição Federal e com a manutenção da ordem democrática. O caso segue sob responsabilidade do STF.





