No dia 2 de abril, data em que se celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a cidade da Barra foi palco de um momento simbólico e já considerado histórico por participantes e organizadores. A primeira caminhada promovida pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER) Barra reuniu famílias, crianças, profissionais da saúde e apoiadores em um ato coletivo marcado por emoção, empatia e engajamento social.
O evento ocupou as ruas com uma mensagem clara: dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fortalecer a rede de apoio às famílias. Com faixas, cartazes e gestos de carinho, os participantes transformaram o espaço público em um ambiente de acolhimento, diálogo e respeito às diferenças.
De acordo com Roberto Novaes Diretor do Instituto Occasio , a iniciativa nasceu com o propósito de ampliar a conscientização e combater o preconceito ainda enfrentado por pessoas autistas. “Mais do que uma caminhada, este é um movimento de escuta e reconhecimento. Queremos mostrar que essas famílias não estão sozinhas”, destacou Roberto Novaes do CER Barra durante o evento.
A mobilização também foi marcada pelo lançamento do Projeto Afago, uma proposta que amplia o olhar sobre o cuidado, incluindo não apenas as crianças com TEA, mas também seus cuidadores. A iniciativa pretende oferecer suporte emocional, orientação e acompanhamento especializado para familiares, reconhecendo os desafios enfrentados no dia a dia.
Para muitas mães e pais presentes, o momento foi de troca e fortalecimento. “É emocionante ver tanta gente reunida pela mesma causa. A gente se sente acolhido, compreendido e mais forte para continuar”, relatou Tatiane Sandes .
A caminhada reforça a importância de ações públicas que promovam inclusão e garantam direitos, além de estimular o debate sobre políticas de saúde, educação e assistência voltadas às pessoas com autismo.
O ato, carregado de simbolismo, deixa um legado que vai além do dia 2 de abril. Representa um passo significativo na construção de uma sociedade mais justa, empática e preparada para lidar com a diversidade.
Com o sentimento de dever cumprido e a esperança renovada, os participantes encerraram o evento com uma mensagem uníssona: respeito ao autismo é, acima de tudo, respeito à vida.





