Com foco na promoção do cuidado, da prevenção e do acesso à informação, a Prefeitura de Vitória da Conquista realizou uma ação de educação em saúde voltada para mulheres privadas de liberdade no Presídio Nilton Gonçalves. A iniciativa, solicitada pela direção da unidade prisional, foi prontamente atendida pela Coordenação de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, reforçando o compromisso do município com a atenção integral à saúde em diferentes contextos sociais.
A atividade foi conduzida pela médica de Família e Comunidade Daniele Pedroza, da Unidade de Saúde da Família Conveima, com o apoio de médicos residentes. Durante o encontro, foi promovida uma roda de conversa dinâmica e participativa, abordando temas relacionados às Infecções Sexualmente Transmissíveis, as chamadas ISTs , além de métodos de prevenção, diagnóstico e tratamento.
De forma didática e acessível, foram distribuídos materiais informativos aos conhecidos folders educativos e preservativos, tanto femininos quanto masculinos. A proposta foi não apenas repassar conteúdo técnico, mas também abrir espaço para escuta ativa, diálogo e troca de experiências.
Segundo a médica Daniele Pedroza, o momento foi marcado por grande engajamento das participantes. “Iniciamos uma conversa explicando o que são as ISTs infecções sexualmente transmissíveis e, ao longo do diálogo, elas foram trazendo dúvidas importantes. Questionaram, por exemplo, sobre a sífilis doença infecciosa que ainda gera muitas incertezas , especialmente sobre o fato de o teste treponêmico permanecer positivo mesmo após o teste rápido, além de dúvidas sobre tratamento, formas de transmissão, inclusive da mãe para o bebê, e a importância do tratamento do parceiro”, explicou.
A profissional também destacou que surgiram questionamentos sobre outras infecções, bem como sobre estratégias de prevenção mais recentes, como a PEP profilaxia pós-exposição e a PrEP profilaxia pré-exposição ao HIV. “Foi uma troca muito rica. Elas participaram ativamente, fizeram perguntas relevantes e demonstraram interesse em compreender melhor os cuidados com a própria saúde. Foi uma experiência extremamente significativa”, completou.
A ação integrou práticas de educação em saúde que vão além da abordagem informativa, promovendo autonomia e conscientização. Durante a roda de conversa, foram discutidos ainda temas como o uso correto de preservativos, a importância do rastreamento de doenças como exames preventivos e o acesso aos serviços de saúde, mesmo em contextos de restrição de liberdade.
Para a coordenadora de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Gislany Fontes, iniciativas como essa são essenciais, especialmente quando direcionadas a grupos em situação de maior vulnerabilidade social. “Reforçamos a importância dessas ações educativas como ferramentas fundamentais para o cuidado em saúde. Levar informação de forma acessível, acolhedora e respeitosa permite que essas mulheres compreendam melhor seus corpos, seus direitos e fortaleçam o autocuidado, mesmo diante das limitações impostas pelo contexto em que estão inseridas”, afirmou.
A coordenadora de Saúde da Mulher Gislany Fontes, também ressaltou que, mais do que transmitir conteúdos técnicos, esses encontros representam espaços de escuta e acolhimento. “São momentos que promovem vínculo, reconhecimento e dignidade. É quando essas mulheres passam a se enxergar como sujeitos de direitos, inclusive no que diz respeito ao acesso à saúde”, destacou.
A iniciativa evidencia o papel da educação em saúde como instrumento de transformação social e reforça a importância de políticas públicas que alcancem todos os segmentos da população, garantindo informação, prevenção e cuidado de forma equânime.







