A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo nas próximas eleições. O anúncio foi feito durante participação em um evento político realizado em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, estado onde a ministra construiu boa parte de sua trajetória política.
Durante sua fala, Tebet destacou que a decisão ainda está em fase de planejamento, mas confirmou que o projeto de disputar uma cadeira no Senado já vem sendo discutido nos bastidores do governo federal e também dentro de seu grupo político. A ministra afirmou que mantém diálogo frequente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente Geraldo Alckmin sobre os próximos passos de sua trajetória política.
Segundo Tebet, ainda não existe uma data oficial para deixar o comando do Ministério do Planejamento e Orçamento. No entanto, a expectativa é que uma definição sobre sua saída da pasta ocorra até o fim de março, prazo considerado estratégico para a organização do cenário eleitoral e para as articulações partidárias que antecedem o próximo pleito.
A ministra ressaltou que a eventual candidatura representa um novo capítulo em sua carreira pública. Ex-senadora por Mato Grosso do Sul e candidata à Presidência da República em 2022, Tebet ganhou projeção nacional ao defender pautas ligadas à responsabilidade fiscal, políticas sociais e fortalecimento das instituições democráticas. Desde o início do atual governo, ela ocupa posição estratégica na equipe econômica, participando da formulação de políticas de planejamento e desenvolvimento do país.
Outro ponto que ainda permanece em aberto é a definição partidária para a possível candidatura. Atualmente filiada ao Movimento Democrático Brasileiro, Tebet afirmou que avalia diferentes cenários políticos e não descartou a possibilidade de disputar o cargo por outra sigla. Entre as alternativas em análise está uma eventual filiação ao Partido Socialista Brasileiro, legenda que integra a base de apoio do governo federal.
Nos bastidores da política, a possível candidatura de Tebet ao Senado por São Paulo é vista como um movimento estratégico, já que o estado possui o maior colégio eleitoral do país e costuma concentrar disputas altamente competitivas. Caso confirme a candidatura, a ministra deverá enfrentar um cenário eleitoral amplo, com a presença de nomes de diferentes correntes políticas.
A decisão final, segundo aliados da ministra, deverá considerar fatores como alianças partidárias, viabilidade eleitoral e o papel que Tebet pretende desempenhar no cenário político nacional nos próximos anos. Até lá, ela segue à frente do Ministério do Planejamento, mantendo agenda institucional e participação ativa nas discussões econômicas do governo federal.





