O Papa Leão XIV manifestou, neste domingo (1º/3), solidariedade às vítimas das fortes chuvas que devastaram a Zona da Mata, em Minas Gerais. Durante pronunciamento público, o líder da Igreja Católica afirmou estar em oração pelas famílias afetadas e por todos os profissionais que atuam no resgate e no atendimento às comunidades atingidas.
“Estou próximo à população do estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam sua casa e por todos os envolvidos nos esforços de socorro”, declarou o pontífice durante aparição na Praça São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de fiéis.
Tragédia avança e número de vítimas aumenta
O cenário na Zona da Mata segue crítico. Segundo dados atualizados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, o número de mortos chegou a 71. A cidade de Juiz de Fora concentra a maior parte das vítimas, com 64 óbitos confirmados, enquanto que Ubá registra sete mortes.
As chuvas intensas atingem a região desde a última segunda-feira (23/2), quando um volume excepcional de precipitação provocou alagamentos generalizados, transbordamento de rios e inúmeros deslizamentos de terra. Ruas ficaram submersas, bairros inteiros foram isolados e dezenas de imóveis foram destruídos ou interditados por risco estrutural.
Milhares fora de casa e mobilização emergencial
De acordo com a Defesa Civil, mais de 8 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas apenas em Juiz de Fora. Escolas, ginásios e igrejas foram adaptados como abrigos temporários, enquanto campanhas de arrecadação de alimentos, água potável, roupas e materiais de higiene se multiplicaram em todo o estado.
Equipes de resgate seguem atuando de forma ininterrupta, com o apoio de voluntários, profissionais da saúde e forças de segurança. As autoridades alertam para o risco de novas ocorrências, já que o solo permanece encharcado e há previsão de instabilidade climática nos próximos dias.
A manifestação do Papa Leão XIV repercutiu amplamente entre autoridades e moradores da região, sendo vista como um gesto de conforto espiritual em meio à dor e às perdas enfrentadas pela população mineira. Enquanto isso, o desafio imediato segue sendo salvar vidas, garantir abrigo aos afetados e iniciar, assim que possível, o processo de reconstrução das áreas devastadas.





