O ex-presidente Jair Bolsonaro recebe, nesta quarta-feira (18/2), a visita dos senadores Bruno Bonetti e Carlos Portinho, atual líder do Partido Liberal no Senado Federal. O encontro ocorreu no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses após condenação por liderar a chamada trama golpista.
Segundo interlocutores próximos, a visita tem caráter institucional, mas carrega forte simbolismo político. Em meio a um cenário de reorganização da direita e à proximidade do calendário eleitoral, a presença de parlamentares aliados é interpretada como um gesto de fidelidade e de reconhecimento da liderança exercida por Bolsonaro sobre o campo conservador.
Além dos senadores, está prevista para o próximo sábado (21/2) a visita dos deputados federais Nikolas Ferreira e Sanderson, ambos nomes de destaque nas redes sociais e na base ideológica do PL. A expectativa é de que os encontros sirvam para alinhar discursos, fortalecer estratégias e discutir a composição de candidaturas do partido e de legendas aliadas nos estados.
Mesmo afastado formalmente da vida pública, Bolsonaro segue exercendo influência sobre seu grupo político. Aliados avaliam que as visitas funcionam como um espaço de escuta e orientação, além de manterem viva a imagem do ex-presidente como principal referência do bolsonarismo. Internamente, o PL trabalha para preservar esse capital político e transformá-lo em apoio eleitoral, sobretudo em disputas majoritárias e proporcionais.
Nos bastidores, lideranças do partido admitem que a articulação em torno de Bolsonaro busca garantir unidade e evitar fragmentação do eleitorado conservador. Em um ano decisivo para a redefinição de forças no Congresso e nos governos estaduais, a manutenção do ex-presidente como símbolo do legado político do grupo é vista como estratégica.
A agenda de visitas deve continuar nas próximas semanas, com a presença de outros parlamentares e dirigentes partidários. Para aliados, cada encontro reforça a mensagem de que, apesar da condenação e do cumprimento de pena, Jair Bolsonaro permanece como figura central no tabuleiro político da direita brasileira.





