Uma tragédia gerou comoção na Grande São Paulo. Uma aluna morreu e pelo menos outras cinco pessoas precisaram ser hospitalizadas após a suspeita de inalação de gases tóxicos dentro da academia C4 Gym, localizada na Rua Bartolomeu Corrêa Bueno. O caso levanta questionamentos sobre protocolos de segurança, responsabilidade administrativa e comunicação com as autoridades.
A vítima fatal foi identificada como Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. Ela passou mal durante uma aula de natação e chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Outras pessoas que estavam no local, entre elas o marido de Juliana, Vinícius de Oliveira, também apresentaram sintomas graves de intoxicação e foram encaminhadas para hospitais da região.
De acordo com relatos colhidos pelas autoridades, Juliana e Vinícius começaram a sentir forte mal-estar ainda dentro da piscina. Diante da situação, os dois comunicaram o professor responsável pela atividade. Apesar disso, segundo consta no boletim de ocorrência, não houve acionamento imediato dos órgãos de emergência por parte da academia.
Mesmo bastante debilitados, o casal decidiu buscar ajuda por conta própria e seguiu até o Hospital Santa Helena, em Santo André. Já na unidade de saúde, Juliana sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. Vinícius permanece internado em estado grave. Outras duas vítimas, incluindo um menor de idade, foram socorridas e levadas ao Hospital Vila Alpina, onde seguem sob cuidados intensivos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para investigar uma possível contaminação da água da piscina, com suspeita de vazamento ou uso inadequado de cloro ou outro produto químico capaz de liberar gases tóxicos. No entanto, ao chegar ao endereço da academia ainda na noite de sábado, as equipes encontraram o local fechado e não conseguiram contato com nenhum responsável.
Somente no domingo (8), após novas tentativas frustradas de comunicação, os bombeiros precisaram romper a porta do estabelecimento para permitir a entrada da perícia técnica. O objetivo é identificar a substância envolvida, avaliar as condições do sistema de tratamento da piscina e esclarecer as circunstâncias que levaram à intoxicação coletiva.
A Polícia Civil de Santo André assumiu a investigação, que foi registrada na 6ª Delegacia de Polícia. Segundo a corporação, houve dificuldade em localizar os administradores da academia. Conforme descrito no boletim, os policiais só tomaram conhecimento do ocorrido durante o registro formal da ocorrência, já que não houve comunicação prévia por parte da direção do estabelecimento. Os responsáveis teriam sido acionados posteriormente por um funcionário.
Em nota oficial, a direção da C4 Gym lamentou profundamente a morte da aluna, manifestou solidariedade aos familiares e informou que está colaborando com as investigações. A academia afirmou ainda manter contato com as vítimas e se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
O caso segue sob apuração e poderá resultar em responsabilizações administrativas e criminais, a depender das conclusões da perícia. Enquanto isso, familiares, amigos e alunos da academia cobram respostas e reforçam a necessidade de maior fiscalização e cumprimento rigoroso das normas de segurança em ambientes esportivos e aquáticos.





