O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o cirurgião Cláudio Birolini tenha acesso permanente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Papudinha, em Brasília, sempre que houver necessidade médica. A decisão garante ao profissional a possibilidade de prestar assistência integral, com acompanhamento contínuo, inclusive em regime de 24 horas por dia.
Bolsonaro encontra-se preso desde a última quinta-feira (15), após determinação do próprio ministro, que ordenou sua transferência para o prédio do 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. A unidade, conhecida como Papudinha, é destinada à custódia de presos com prerrogativas específicas e tem sido alvo de atenção especial diante do estado de saúde do ex-presidente.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou a importância de assegurar o direito à saúde do custodiado, sobretudo em razão do histórico clínico de Bolsonaro. O ministro ponderou que a presença do médico de confiança é medida necessária para garantir a integridade física do ex-chefe do Executivo durante o período de detenção.
Cláudio Birolini, que recebeu autorização formal para acessar a unidade prisional, é o chefe da equipe médica responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro desde o atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018, quando o então candidato foi atingido por uma facada no abdômen. Desde então, o ex-presidente passou por diversas intervenções cirúrgicas e procedimentos clínicos relacionados às complicações decorrentes do ataque.
Em abril de 2025, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia de grande porte, com duração aproximada de 12 horas, para a liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. O procedimento foi considerado complexo e exigiu acompanhamento pós-operatório rigoroso, o que reforçou a necessidade de monitoramento médico contínuo.
Pessoas próximas ao ex-presidente afirmam que a autorização judicial traz maior segurança quanto à manutenção do tratamento adequado. Segundo aliados, “a decisão reconhece a condição clínica delicada e garante que Bolsonaro tenha assistência médica especializada sempre que necessário”. Já integrantes do STF avaliam que a medida segue parâmetros legais e humanitários, sem interferir no cumprimento da ordem judicial.
A defesa de Bolsonaro também se manifestou, ressaltando que o acesso irrestrito do cirurgião é essencial para prevenir complicações e assegurar que eventuais emergências sejam tratadas de forma imediata. Em nota, advogados afirmaram que “a saúde do ex-presidente requer atenção constante, o que justifica plenamente a decisão do ministro”.
A autorização permanece válida enquanto durar a custódia de Bolsonaro na Papudinha, podendo ser reavaliada conforme a evolução de seu quadro clínico ou novas determinações judiciais.





