O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afastou de forma categórica qualquer possibilidade de integrar uma eventual chapa presidencial como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em declaração pública, Zema reforçou que sua decisão está tomada e que seguirá como pré-candidato à Presidência da República, com a intenção de levar o projeto até o fim do processo eleitoral.
A manifestação ocorreu durante um evento oficial em que o governador anunciou investimentos de R$ 4,3 milhões destinados à Polícia Civil de Minas Gerais. Ao comentar os rumores que circulam nos bastidores da política nacional, Zema foi direto ao afirmar que não existe, neste momento, qualquer discussão sobre ocupar uma posição secundária em uma chapa encabeçada por outro nome da direita. Esta foi a primeira vez que o chefe do Executivo mineiro se posicionou publicamente sobre as especulações envolvendo uma possível aliança com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os boatos ganharam força após declarações de lideranças do campo conservador, que defendem a união de nomes competitivos para fortalecer a direita nas eleições presidenciais. Entre eles, o senador Ciro Nogueira (PP) chegou a afirmar que Zema seria um nome “forte e viável” para compor uma chapa como vice. A leitura de aliados é de que a combinação poderia agregar capital político e ampliar o alcance eleitoral do grupo.
Apesar das especulações, interlocutores próximos ao governador garantem que não houve convite formal, nem qualquer tipo de negociação envolvendo Flávio Bolsonaro ou representantes do PL. Segundo essas fontes, Zema mantém o foco em consolidar uma candidatura própria, ancorada no discurso de gestão, responsabilidade fiscal e independência política.
Nos bastidores, a estratégia do governador mineiro é disputar o primeiro turno com candidatura própria, mesmo diante de um cenário fragmentado na direita, que conta com outros nomes colocados no tabuleiro nacional. A avaliação interna é de que Zema busca se firmar como alternativa ao eleitorado conservador e liberal, sem abrir mão de protagonismo.
Ainda assim, o governador não fecha completamente as portas para diálogos futuros. A possibilidade de alianças em um eventual segundo turno não é descartada, desde que haja convergência de projetos e princípios. Por ora, porém, a palavra de ordem é manter a pré-candidatura e seguir na disputa presidencial, deixando claro que, ao menos neste momento, não há espaço para a condição de vice.





