O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (5/1) que aproximadamente 200 militares das Forças Armadas norte-americanas participaram de uma incursão no centro de Caracas com o objetivo de capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo ele, a ação integrou uma operação militar que culminou na prisão do líder chavista e de sua esposa, Cilia Flores, posteriormente levados para território norte-americano.
De acordo com Hegseth, a missão foi concluída sem registros de mortes entre os soldados dos Estados Unidos. O chefe do Pentágono declarou que a operação foi realizada em apoio às autoridades da Justiça americana e envolveu a detenção de um indivíduo que estaria formalmente indiciado e sob ordem de captura judicial nos EUA.
“Quase 200 dos nossos mais corajosos americanos entraram no centro de Caracas e detiveram um indivíduo acusado e procurado pela Justiça dos Estados Unidos, em apoio às forças da lei, sem que nenhum americano tenha sido morto”, afirmou Hegseth, ao comentar a ação.
Em tom de provocação, o secretário ironizou a suposta capacidade de defesa da Venezuela, especialmente os sistemas de origem russa. Ao relatar que a ofensiva ocorreu em plena capital venezuelana, ele sugeriu que não houve resistência eficaz para impedir a captura. “Parece que as defesas aéreas russas não funcionaram tão bem, não é mesmo?”, declarou.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número de feridos entre os militares norte-americanos envolvidos na operação. Por outro lado, Cuba aliada histórica do governo de Nicolás Maduro e que afirma ter enviado agentes especiais para garantir a segurança do presidente venezuelano informou que 32 cidadãos cubanos teriam sido mortos “a sangue-frio” durante a ofensiva conduzida pelos Estados Unidos.
Após a prisão, Nicolás Maduro e Cilia Flores compareceram nesta segunda-feira a uma audiência de instrução em um tribunal federal de Manhattan, em Nova York. A sessão foi conduzida pelo juiz Alvin K. Hellerstein. Durante o procedimento, o presidente venezuelano declarou-se inocente das acusações que pesam contra ele.
“Não sou culpado. Sou inocente de tudo o que foi mencionado aqui”, afirmou Maduro, com o auxílio de um tradutor. Na audiência, ele também se descreveu como um “presidente sequestrado” e afirmou ser um homem decente.
Cilia Flores acompanhou o marido na sessão e igualmente se declarou “completamente inocente”. O magistrado informou ao casal que ambos têm o direito de solicitar contato com o consulado da Venezuela. Segundo o registro da audiência, Maduro e Flores manifestaram interesse em receber visitas consulares.





