O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam em patamares elevados no país, impulsionados principalmente pelos vírus Influenza A e Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A análise, que corresponde à semana epidemiológica de 25 a 31 de maio, revela que a mortalidade pela Síndrome Respiratória Aguda Grave nas últimas oito semanas apresentou níveis semelhantes entre crianças e idosos, dois dos grupos mais vulneráveis.
De acordo com o levantamento, entre a população idosa, predominam os óbitos associados à Influenza A. Já entre as crianças, a maior incidência e mortalidade estão relacionadas aos rinovírus e também à Influenza A. O cenário preocupa especialistas, que reforçam a necessidade de intensificação das medidas preventivas, especialmente a vacinação.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, destacou que, apesar do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças na maior parte do território nacional, há sinais de estabilização ou mesmo de queda em algumas regiões. “Já é possível verificar sinais ou manutenção de interrupção desse aumento em alguns estados das regiões Centro-Sul e Norte, além do Ceará, mas os índices da doença ainda seguem elevados nessas regiões”, afirmou a pesquisadora Tatiana Portella.
A pesquisadora Tatiana Portella reforçou a importância da imunização contra a Influenza A, sobretudo entre os grupos considerados de risco. “Reforço a importância da vacinação contra o vírus da Influenza A, especialmente nas populações mais vulneráveis, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e gestantes”, destacou a pesquisadora Tatiana Portella.
O Boletim InfoGripe é uma das principais ferramentas de monitoramento das síndromes respiratórias no Brasil, analisando semanalmente dados enviados pelas secretarias estaduais de saúde ao Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe .
As autoridades sanitárias seguem em alerta, recomendando a vacinação, além de medidas de prevenção como etiqueta respiratória, higienização frequente das mãos e uso de máscaras em ambientes com maior risco de contaminação.





