As diretrizes para a implantação de vagões exclusivos para mulheres no metrô de Salvador começam a ser desenhadas nesta sexta-feira (4), durante uma reunião entre representantes do poder público, da concessionária do sistema metroviário e da autora da proposta. O encontro será o primeiro passo para regulamentar a Lei 41/2024, sancionada na última segunda-feira (29), que prevê a reserva de vagões apenas para mulheres nos horários de maior movimento.
A legislação, de autoria da vereadora Marta Rodrigues , estabelece que a medida deve ser adotada nos períodos de pico manhã e final da tarde como forma de combater o assédio e promover mais segurança para as passageiras no transporte público. A reunião contará com a presença de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia, da CCR Metrô Bahia (empresa que administra o sistema) e da Companhia de Transportes do Estado da Bahia , além da própria vereadora.
“O objetivo é garantir um ambiente mais seguro e respeitoso para as mulheres, especialmente nos horários em que os trens circulam lotados”, afirmou a vereadora Marta Rodrigues. “Essa é uma demanda antiga da sociedade civil e dos movimentos de mulheres, e agora vamos discutir a melhor forma de colocar essa política em prática.”
Durante o encontro, devem ser debatidos aspectos como a sinalização dos vagões, a fiscalização para garantir o cumprimento da medida, os horários exatos de funcionamento da reserva e as campanhas de conscientização voltadas ao público. A expectativa é que a CCR Metrô Bahia apresente propostas operacionais e logísticas para a viabilização da iniciativa.
Ainda não há uma data definida para o início da operação dos vagões exclusivos, mas a implantação deverá ocorrer em etapas. Segundo a CTB, a adoção da medida dependerá também de ajustes técnicos e da capacitação de agentes de segurança.
Para os próximos dias, estão previstas novas rodadas de discussão, incluindo audiências públicas com participação da sociedade civil e especialistas em mobilidade urbana e direitos das mulheres. A ideia é construir uma regulamentação que equilibre eficiência operacional com o direito das mulheres à segurança e ao transporte digno.





