O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 produziu um cenário de continuidade em parte dos governos estaduais, mas também registrou mudanças importantes no comando de diferentes unidades da Federação. Entre os 19 governadores que buscavam permanecer no cargo ou assegurar a continuidade de suas gestões, 11 tiveram o resultado definido já no primeiro turno, três avançaram para o segundo turno e cinco não conseguiram vencer a disputa.
A votação ocorreu neste domingo (4), e o segundo turno, onde necessário, está marcado para 25 de outubro. De acordo com as regras eleitorais, para ser eleito no primeiro turno o candidato precisa conquistar mais de 50% dos votos válidos. Caso nenhum concorrente alcance esse percentual, os dois mais votados avançam para uma nova votação.
O resultado revela um mapa estadual marcado por diferentes movimentos políticos. Em alguns estados, os governadores confirmaram a continuidade de seus projetos administrativos; em outros, a disputa permaneceu aberta ou terminou com a transferência do comando para novos grupos políticos.
Nordeste concentra seis resultados favoráveis à continuidade
Na região Nordeste, seis governadores que buscavam permanecer no comando de seus estados conseguiram assegurar o resultado no primeiro turno.
Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) foi eleito governador. A disputa foi encerrada ainda na primeira etapa, com o candidato alcançando 64,34% dos votos válidos, segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ribeiro havia assumido o governo estadual após exercer o cargo de vice-governador.
Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito com 59,27% dos votos válidos. O resultado confirmou a permanência do governador à frente do Executivo sergipano para um novo mandato.
No Piauí, Rafael Fonteles (PT) também confirmou a reeleição no primeiro turno. Com 100% das urnas apuradas, ele obteve 70,90% dos votos válidos, consolidando uma das maiores votações entre os governadores que disputaram a permanência no cargo.
Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita com 2.805.438 votos, correspondentes a 53,27% dos votos válidos. O resultado encerrou a disputa estadual já no primeiro turno.
Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) também garantiu a continuidade no governo estadual. O resultado representa a manutenção do grupo político que comanda o Executivo baiano e encerra a disputa pelo governo ainda na primeira etapa.
No Ceará, Elmano de Freitas (PT) foi reeleito no primeiro turno com 2.875.573 votos, equivalentes a 53,19% dos votos válidos. O governador havia sido eleito pela primeira vez em 2022 e agora assegurou um novo mandato.
Sudeste tem continuidade em São Paulo e mudança em Minas Gerais
No Sudeste, o resultado também apresentou situações distintas.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito no primeiro turno, garantindo a continuidade de sua administração no maior colégio eleitoral do país.
Já em Minas Gerais, a disputa terminou com mudança no comando do Executivo estadual. Mateus Simões (PSD), que buscava permanecer à frente do governo mineiro, não conseguiu vencer a eleição e foi derrotado por Cleitinho Azevedo (PL), que conquistou a eleição ainda no primeiro turno.
No Espírito Santo, por outro lado, a definição ficou para outubro. Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) foram os dois candidatos mais votados e disputarão o segundo turno em 25 de outubro. Com 100% das urnas apuradas, Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos, enquanto Ferraço alcançou 34,06%.
Centro-Oeste registra três reeleições e uma disputa no segundo turno
No Centro-Oeste, três governadores confirmaram a permanência no cargo.
Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) foi reeleito. Em Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) também garantiu novo mandato. Já em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) foi reeleito no primeiro turno, em uma disputa definida ainda no domingo. O TSE confirmou oficialmente o resultado sul-mato-grossense.
No Distrito Federal, entretanto, a definição ficou para o segundo turno. Celina Leão (PP), atual governadora, terminou a primeira etapa na liderança, com 825.530 votos, ou 49,93% dos votos válidos. Ela enfrentará Leandro Grass (PT), que obteve 569.930 votos, correspondentes a 34,47%. A disputa será decidida em 25 de outubro.
Norte tem disputas encerradas e derrotas de governadores
Na região Norte, o primeiro turno também produziu mudanças significativas.
No Acre, Mailza Assis (PP), atual governadora, não alcançou a maioria absoluta dos votos válidos e terá uma nova disputa pela frente. Ela terminou o primeiro turno com 49,76% e enfrentará Alan Rick (Republicanos), que obteve 32,27%. O segundo turno será realizado no dia 25.
Em Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos) não conseguiu permanecer no comando do estado e perdeu a disputa para Arthur Henrique (PL).
No Amapá, Clécio Luiz (União Brasil) também foi derrotado. O vencedor foi Dr. Furlan (PSD).
No Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil) não conseguiu superar o senador Omar Aziz (PSD), que venceu a eleição para o governo estadual.
No Pará, Hana Ghassan (MDB) também não conseguiu garantir a continuidade no Executivo estadual. A eleição terminou com a vitória de Dr. Daniel, do Podemos.
Santa Catarina confirma continuidade
Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador no primeiro turno, assegurando a continuidade de sua administração por mais quatro anos.
O resultado catarinense completa o grupo de 11 governadores que, entre os 19 que buscavam permanecer no comando de seus respectivos Executivos, tiveram suas eleições definidas já na primeira etapa.
Cinco estados ainda definem seus governadores
Considerando especificamente o grupo apresentado de governadores que buscavam continuidade, três disputas ficaram para o segundo turno: Acre, Espírito Santo e Distrito Federal.
A nova votação ocorrerá em 25 de outubro, data prevista pelo calendário eleitoral para as disputas majoritárias que não forem decididas no primeiro turno.
No Acre, a disputa será entre Mailza Assis e Alan Rick. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini enfrentará Ricardo Ferraço. No Distrito Federal, Celina Leão disputará contra Leandro Grass.
Além desses casos, o panorama geral das eleições para governador em 2026 também teve outras disputas que chegaram ao segundo turno, incluindo Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) avançaram; no Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT) disputarão a segunda etapa.
Um mapa estadual marcado por continuidade e mudanças
O resultado do primeiro turno mostra que as urnas produziram diferentes cenários entre os governos estaduais. Parte dos atuais ocupantes conseguiu confirmar a permanência já na primeira votação, enquanto outros enfrentaram derrotas ou precisarão retornar às urnas em 25 de outubro.
A fotografia eleitoral de 2026, portanto, combina reeleições, mudanças de comando e disputas ainda em aberto. Em alguns estados, o eleitorado confirmou a continuidade administrativa; em outros, optou pela mudança; e, nas unidades que terão segundo turno, a decisão permanece pendente.
A Justiça Eleitoral segue responsável pela totalização, divulgação e processamento oficial dos resultados. O TSE disponibiliza os dados das eleições por meio de sua plataforma oficial de resultados.
Com o primeiro turno encerrado, a atenção dos eleitores se volta agora para as disputas que permanecem abertas. Em 25 de outubro, os estados que ainda não definiram seus governadores voltarão às urnas para concluir a escolha dos responsáveis pelo comando dos Executivos estaduais no próximo mandato.
A versão acima mantém o foco nos 19 governadores mencionados no material original, mas atualiza a narrativa com dados oficiais do TSE e corrige a grafia de Jerônimo Rodrigues.






