Anunciado na terça-feira (28), o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA) foi designado relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso. A indicação reforça o protagonismo do parlamentar baiano em uma pauta sensível, com potencial de impacto direto sobre relações trabalhistas em todo o país.
Prates é considerado um dos nomes mais próximos do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto. De acordo com aliados em comum, a relação entre os dois ultrapassa a esfera política e remonta à juventude, quando se conheceram ainda no período escolar na capital baiana. Hoje, com idades próximas aos 47 e 48 anos, respectivamente , ambos mantêm uma aliança consolidada que influencia articulações no cenário político estadual.
Durante a gestão de ACM Neto à frente da Prefeitura de Salvador, Léo Prates ocupou cargos estratégicos. Foi presidente da Câmara Municipal e comandou pastas relevantes, como a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza. A trajetória no Executivo municipal contribuiu para ampliar sua visibilidade política e fortalecer sua base eleitoral.
Nos bastidores, interlocutores apontam que o deputado federal Léo Prates tem como objetivo disputar a Prefeitura de Salvador em 2028. A expectativa, segundo essas fontes, é viabilizar seu nome como candidato do grupo político liderado por ACM Neto, sucedendo o atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil), ao fim do mandato.
Apesar da proximidade com ACM Neto, o deputado também mantém diálogo com figuras de diferentes espectros políticos. Entre elas, o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado e uma das principais lideranças petistas no estado. A interlocução com diferentes grupos é vista como um ativo em meio à complexidade das negociações no Congresso.
Na nova função, o deputado federal Léo Prates será responsável por apresentar o parecer sobre o mérito da PEC na comissão especial que analisará a proposta. O colegiado será presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP). A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve mobilizar setores empresariais, sindicatos e parlamentares, dada a amplitude dos possíveis efeitos econômicos e sociais da medida.
A expectativa é de que o relatório sirva como base para o debate legislativo nas próximas etapas de tramitação, em um tema que tende a gerar divergências e intensa negociação política no Congresso Nacional.





