Um grave acidente náutico ocorrido na noite deste sábado (21/2) resultou na morte de seis pessoas no Rio Grande, na região de divisa entre os municípios de Rifaina e Sacramento. Outras nove pessoas que estavam a bordo da embarcação sobreviveram e receberam atendimento médico. As vítimas fatais foram oficialmente identificadas na manhã deste domingo (22/2).
Entre os mortos estão mãe e filho: Viviane Aredes, que completaria 36 anos neste domingo, e o pequeno Bento Aredes, de apenas 4 anos. Viviane era irmã da primeira-dama de Patrocínio Paulista, Isabela Aredes, o que causou grande comoção no município do interior paulista.
Em nota oficial, a Prefeitura de Patrocínio Paulista manifestou solidariedade aos familiares. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com todos os familiares e amigos, rogando a Deus que conceda força, serenidade e conforto aos corações enlutados”, diz o comunicado divulgado nas redes institucionais.
As demais vítimas fatais foram identificadas como o piloto da lancha, Wesley Carlos da Silva, de 45 anos; Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, de 40; Marina Matias Rodrigues, de 22; e Erica Fernanda Lima. Todos eram moradores de Franca, cidade que amanheceu em luto diante da dimensão da tragédia.
De acordo com informações preliminares, o grupo retornava de um bar flutuante e seguia em direção a um rancho localizado às margens do rio quando a lancha colidiu violentamente contra um píer. Testemunhas relataram que a estrutura atingida não possuía iluminação adequada nem sinalização noturna, o que pode ter contribuído para o acidente.
Os corpos foram removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal de Araxá, em Minas Gerais. As causas das mortes ainda serão apuradas. Segundo o Corpo de Bombeiros, não há confirmação, até o momento, se as vítimas morreram por afogamento ou em razão dos ferimentos provocados pelo impacto da colisão.
Outro ponto que será investigado pelas autoridades diz respeito à situação do condutor da embarcação. Conforme apurado, o piloto não possuía arrais, habilitação exigida pela Marinha do Brasil para a condução de embarcações desse porte, o que pode agravar as responsabilidades legais relacionadas ao caso.
O Único Floating Bar, local onde as vítimas estiveram antes do acidente, também se manifestou publicamente. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o estabelecimento afirmou que se solidariza com familiares e amigos “pela perda de nossos clientes” e informou que não funcionará neste domingo (22/2), “em respeito às perdas e em sinal de luto”.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as circunstâncias do acidente, incluindo eventuais falhas de sinalização, as condições da embarcação e a responsabilidade dos envolvidos. Enquanto isso, familiares e amigos das vítimas se mobilizam em homenagens e despedidas, marcadas por dor, comoção e pedidos por justiça e mais segurança na navegação da região.





