O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar, neste domingo (15), o procedimento que apurava denúncias apresentadas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes de sua família. A decisão foi tomada após a análise do material reunido, que, segundo o órgão, não trouxe provas ou indícios suficientes para sustentar a continuidade das investigações.
A apuração teve início a partir de uma denúncia anônima encaminhada ao MPF em 2025. No documento, eram atribuídos ao ex-presidente e a familiares supostos crimes de alta gravidade, como genocídio durante a pandemia de Covid-19, corrupção e atentados à ordem democrática. No entanto, conforme destacado no despacho, as alegações apresentadas careciam de detalhamento e não estavam acompanhadas de elementos concretos capazes de embasar a abertura de um procedimento investigativo mais aprofundado.
De acordo com o MPF, as acusações eram formuladas de maneira genérica, sem a indicação clara de fatos, datas, contextos específicos ou provas documentais que permitissem avançar na apuração. O órgão ressaltou que, embora denúncias anônimas possam servir como ponto de partida para investigações, é indispensável que tragam informações mínimas verificáveis, o que não se verificou neste caso.
No despacho de arquivamento, o Ministério Público reforçou que sua atuação é pautada pelos princípios da legalidade, da imparcialidade e da responsabilidade institucional, evitando a instauração de procedimentos sem base probatória. Segundo o entendimento adotado, a manutenção de investigações desprovidas de elementos objetivos poderia comprometer a segurança jurídica e o correto funcionamento das instituições.
Com a decisão, o procedimento é formalmente encerrado, sem prejuízo de eventual reabertura caso surjam novos fatos ou provas relevantes que justifiquem a retomada das apurações. Até o momento, não houve manifestação oficial do ex-presidente ou de seus familiares sobre o arquivamento.





