A família Bolsonaro já começou a desenhar, nos bastidores, uma estratégia ambiciosa para as eleições de 2026. Em entrevista recente, o senador Flávio Bolsonaro confirmou que o clã pretende marcar presença de forma expressiva nas urnas, com candidaturas espalhadas por diferentes cargos e regiões do país. A ideia, segundo ele, é ocupar espaços estratégicos no Legislativo e manter o peso político do sobrenome a partir de 2027.
De acordo com Flávio, quase todos os irmãos devem disputar mandatos eletivos, além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que surge como um dos principais nomes do grupo para o Senado. O plano sinaliza uma atuação coordenada, com foco tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, ampliando a capilaridade política da família no Congresso Nacional.
Um dos eixos centrais da estratégia está em Santa Catarina, estado considerado politicamente estratégico. Lá, o ex vereador Carlos Bolsonaro deve tentar uma vaga no Senado, enquanto Renan Bolsonaro aparece como aposta para a Câmara Federal. No centro do país, Michelle Bolsonaro deve concorrer ao Senado pelo Distrito Federal, base simbólica do poder político nacional.
A única exceção no plano familiar, segundo Flávio, é o deputado Eduardo Bolsonaro. De acordo com o senador, Eduardo está atualmente no exterior e não deve participar da disputa, situação que ele classificou como um “exílio”, sem dar mais detalhes sobre o contexto.
Nos bastidores, aliados avaliam que o movimento vai além de uma simples soma de candidaturas. A construção de uma base parlamentar robusta teria como pano de fundo a viabilização de um projeto presidencial. Com Jair Bolsonaro inelegível, a família aposta na força eleitoral do sobrenome e na ocupação de cadeiras-chave no Legislativo para sustentar uma eventual candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto.
A estratégia, se confirmada, deve intensificar o debate político nos próximos meses e reacender discussões sobre dinastias políticas e concentração de poder no Congresso. Até lá, o clã Bolsonaro sinaliza que pretende transformar 2026 em um teste decisivo de sua capacidade de mobilização eleitoral e de manutenção de influência no cenário nacional.





