Parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro participaram, neste domingo (1º/3), do ato intitulado “Acorda Brasil”, realizado em Brasília, em uma mobilização marcada por discursos duros contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação integrou uma série de atos convocados em diversas cidades do país, com pautas que incluem pedidos de impeachment, críticas ao Judiciário e cobranças ao Congresso Nacional.
Em Brasília, a concentração ocorreu em frente ao Museu Nacional da República, na região central da capital federal. O protesto reuniu apoiadores, lideranças religiosas e parlamentares que se revezaram em discursos inflamados, reforçando palavras de ordem contra o governo federal e contra decisões recentes do STF.
Durante a manifestação, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou que o movimento representa uma reação popular ao que chamou de corrupção e impunidade. “Estamos aqui para mostrar que nós não vamos mais tolerar corrupção desenfreada e impunidade. Nós queremos o impeachment do Lula. Fora Lula”, declarou, sob aplausos de manifestantes.
Em seguida, a parlamentar ampliou as críticas ao Judiciário, defendendo a abertura de investigações contra integrantes da Suprema Corte. “Queremos o impeachment dos ministros que estão envolvidos em esquemas de corrupção, que estão violando a Constituição, principalmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O povo está aqui porque quer um basta e quer acordar o Congresso Nacional”, acrescentou.
A mobilização foi convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo pastor Silas Malafaia, figuras recorrentes em atos de oposição ao atual governo. Segundo os organizadores, o objetivo foi estimular a participação popular e pressionar os Poderes da República por mudanças na condução política e institucional do país.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) também discursou e destacou a necessidade de maior engajamento da sociedade. “Nós queremos que as pessoas saiam da comodidade e venham participar para demonstrar a indignação com o que está acontecendo no Brasil e em Brasília, porque a situação é crítica”, afirmou.
Izalci ainda criticou as decisões do STF e defendeu medidas no âmbito do Congresso. “O que está acontecendo no Supremo é surreal. O que está acontecendo com Alexandre de Moraes e Toffoli exige uma reação institucional: tem que abrir uma CPMI, tem que aprovar o veto da dosimetria. Tudo isso precisa de mobilização e cobrança, senão não acontece. Nós precisamos que o país prospere”, concluiu.
Apesar do tom crítico e das palavras de ordem, o ato transcorreu de forma pacífica na capital federal. As manifestações deste domingo reforçam a estratégia de mobilização de setores bolsonaristas, que buscam manter pressão política sobre o governo Lula, o STF e o Congresso Nacional, em um cenário de forte polarização no país.





