O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) realizou a substituição de 12 urnas eletrônicas que apresentaram problemas técnicos durante os preparativos e as primeiras horas de votação do segundo turno das Eleições 2026. Do total de equipamentos trocados, sete foram substituídos no sábado (24), ainda durante a montagem e a preparação das seções eleitorais, enquanto outros cinco precisaram ser retirados de operação neste domingo (25), após a abertura da votação, até as 10h.
As ocorrências foram registradas em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal e mobilizaram as equipes técnicas responsáveis pelo suporte aos equipamentos utilizados no processo eleitoral. De acordo com as informações divulgadas pelo tribunal, as substituições ocorreram em seções eleitorais do Guará, da Asa Norte, do Lago Norte, de Águas Claras e de Ceilândia.
A necessidade de troca de urnas nas primeiras horas do pleito não impediu a atuação das equipes de suporte, preparadas para intervir diante de eventuais falhas técnicas. O procedimento faz parte dos protocolos de contingência adotados pela Justiça Eleitoral para assegurar o funcionamento dos equipamentos e permitir a continuidade da votação.
Falhas técnicas motivaram substituições
Segundo o secretário de Tecnologia do TRE-DF, Andrei Bernardes, os cinco equipamentos substituídos na manhã deste domingo apresentaram diferentes tipos de problemas, entre eles falhas no sistema de identificação biométrica dos eleitores.
A biometria é um dos recursos utilizados pela Justiça Eleitoral para confirmar a identidade dos votantes nas seções em que essa modalidade de identificação está habilitada. Quando ocorre alguma falha que compromete o funcionamento adequado do equipamento, as equipes técnicas avaliam a situação e adotam as medidas necessárias para restabelecer as condições de votação.
Bernardes ressaltou que ocorrências dessa natureza podem acontecer durante o uso de equipamentos eletrônicos e que a estrutura de suporte é organizada justamente para responder a esses imprevistos. Segundo ele, a substituição é realizada de maneira rápida, com o objetivo de reduzir possíveis impactos sobre o andamento dos trabalhos eleitorais.
“É normal acontecer. É um equipamento. Apresenta falha. E a gente está preparado para fazer a substituição de forma rápida”, afirmou o secretário de Tecnologia do TRE-DF.
A declaração destaca a importância dos procedimentos de contingência no planejamento das eleições. Mesmo com a preparação prévia dos dispositivos e a realização de verificações técnicas, os equipamentos podem apresentar falhas durante a operação, exigindo a intervenção das equipes responsáveis.
O tribunal também informou que não houve registro de falta de energia elétrica relacionada às ocorrências. Dessa forma, os problemas identificados nas urnas substituídas foram tratados pelas equipes técnicas, sem indicação de que as trocas tenham sido provocadas por interrupções no fornecimento de eletricidade.
Estrutura de contingência garante suporte à votação
Para o segundo turno das Eleições 2026, o Distrito Federal conta com 6.969 urnas eletrônicas destinadas à operação eleitoral, além de 546 equipamentos de contingência. Esses dispositivos adicionais integram a estrutura de segurança operacional preparada para atender às necessidades das seções eleitorais em caso de falhas ou de outras situações que exijam a substituição de uma urna.
A existência de equipamentos reservas permite que a Justiça Eleitoral tenha alternativas disponíveis para responder a problemas técnicos sem depender exclusivamente dos dispositivos inicialmente instalados. A estratégia busca assegurar que eventuais ocorrências sejam solucionadas com agilidade, preservando a regularidade dos procedimentos de votação.
De acordo com Andrei Bernardes, a expectativa do tribunal é de que aproximadamente 1% dos equipamentos precise ser substituído a cada eleição. A estimativa considera a possibilidade de falhas durante a utilização das urnas, mesmo diante dos procedimentos de preparação e controle realizados antes da abertura das seções.
Nesse contexto, a troca de equipamentos não representa, por si só, uma irregularidade no processo eleitoral. A substituição integra os mecanismos previstos para lidar com situações que possam comprometer o funcionamento de uma urna específica, permitindo que o processo de votação continue conforme os procedimentos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
Primeiro turno registrou 28 substituições
O histórico recente do processo eleitoral no Distrito Federal também demonstra a utilização desse mecanismo de contingência. Ao longo de todo o primeiro turno das Eleições 2026, foram substituídas 28 urnas eletrônicas que apresentaram problemas técnicos.
No segundo turno, as 12 substituições registradas entre sábado e as primeiras horas deste domingo ocorreram em dois momentos distintos: durante a preparação das seções eleitorais e já com a votação em andamento.
A diferença entre essas etapas é relevante para compreender a atuação das equipes de suporte. As trocas realizadas antes da abertura das seções permitem que os equipamentos com problemas sejam substituídos ainda na fase de organização. Já as ocorrências identificadas após o início da votação exigem uma resposta operacional para minimizar eventuais transtornos aos eleitores.
Em ambos os casos, a disponibilidade de urnas de contingência e a atuação dos profissionais responsáveis pela manutenção são elementos importantes para a continuidade do processo.
Justiça Eleitoral mantém acompanhamento técnico
A substituição das 12 urnas reforça a importância do acompanhamento técnico durante todas as etapas de uma eleição, desde a montagem das seções até o encerramento da votação. A preparação dos equipamentos, a identificação de falhas e a disponibilidade de dispositivos reservas compõem uma estrutura destinada a garantir que eventuais problemas sejam tratados de acordo com os protocolos estabelecidos.
No Distrito Federal, a estrutura de 6.969 urnas, acompanhada de 546 equipamentos de contingência, oferece ao TRE-DF recursos para responder às ocorrências registradas durante o segundo turno. A expectativa de substituição de aproximadamente 1% dos dispositivos por eleição, conforme informado pelo secretário de Tecnologia, também demonstra que o planejamento operacional considera a possibilidade de falhas pontuais.
Até as 10h deste domingo (25), o balanço divulgado pelo tribunal contabilizava cinco urnas substituídas após o início da votação, além das sete trocas realizadas no sábado. As ocorrências foram registradas em cinco regiões administrativas, e não houve registro de falta de energia elétrica.
O acompanhamento das equipes técnicas e a utilização dos equipamentos de contingência permanecem fundamentais para a condução dos trabalhos eleitorais, especialmente durante as primeiras horas de votação, quando é necessário responder rapidamente a qualquer problema que possa afetar o funcionamento das seções.






