O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou o primeiro turno das eleições estaduais de 2026 com cinco candidatos apoiados por seu grupo político eleitos diretamente para os governos estaduais. Outros quatro nomes apoiados pelo petista avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, mantendo o cenário eleitoral aberto em importantes estados brasileiros.
O resultado reforça a presença política de Lula, especialmente no Nordeste, região que historicamente representa uma das principais bases eleitorais do presidente. Os cinco candidatos eleitos no primeiro turno são governadores que conseguiram renovar seus mandatos, consolidando projetos políticos que já estavam à frente das administrações estaduais.
A estratégia adotada pelo presidente ao longo da campanha foi marcada pela formação de palanques em todas as 27 Unidades da Federação. Lula apoiou candidatos do próprio PT e também nomes pertencentes a partidos aliados, buscando ampliar sua presença nas disputas estaduais e fortalecer uma rede política capaz de garantir sustentação aos projetos defendidos pelo governo federal.
Entre os governadores reeleitos está Rafael Fonteles (PT), que conquistou um resultado expressivo no Piauí, ultrapassando a marca de 70% dos votos. A votação consolidou a força do governador e representou uma das maiores margens obtidas entre os candidatos apoiados diretamente por Lula no primeiro turno.
Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) também garantiu a permanência no comando do Executivo estadual, com mais de 64% dos votos. O resultado confirma a força da aliança construída em torno do projeto político apoiado pelo presidente e assegura a continuidade da atual gestão estadual.
Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito com mais de 59% dos votos. Embora pertença a uma legenda diferente do PT, o governador integrou o campo de alianças apoiado por Lula durante a disputa e conseguiu renovar o mandato ainda no primeiro turno.
Na Bahia, um dos principais colégios eleitorais do Nordeste, Jerônimo Rodrigues (PT) também confirmou a reeleição. O governador superou a marca de 55% dos votos e garantiu a continuidade do projeto petista no estado, mantendo a Bahia como um dos principais territórios políticos do partido e de Lula na região.
Outro resultado importante foi registrado no Ceará, onde Elmano de Freitas (PT) conquistou a reeleição com mais de 52% dos votos. O desempenho assegurou ao grupo político ligado ao presidente mais um governo estadual já definido no primeiro turno.
Nordeste concentra vitórias
A concentração das cinco vitórias no Nordeste chama atenção no mapa político das eleições de 2026. Piauí, Paraíba, Sergipe, Bahia e Ceará confirmaram, já na primeira etapa da votação, a permanência de governadores apoiados por Lula.
O desempenho evidencia a capacidade de transferência de apoio político do presidente para candidatos aliados em determinados estados, especialmente onde sua popularidade permanece elevada. Ao mesmo tempo, os resultados também refletem a avaliação dos eleitores sobre as administrações estaduais e sobre os projetos políticos apresentados durante a campanha.
As reeleições representam, portanto, uma combinação entre a força eleitoral de Lula e o desempenho individual dos governadores. Em todos os cinco casos, os candidatos já ocupavam o cargo e chegaram às urnas buscando apresentar aos eleitores os resultados de seus primeiros mandatos.
Quatro disputas seguem para o segundo turno
Apesar das cinco vitórias no primeiro turno, a participação de candidatos apoiados por Lula ainda será decisiva em outras quatro disputas estaduais. Esses nomes avançaram para o segundo turno e voltarão às urnas em 25 de outubro.
A nova etapa da eleição deverá intensificar as articulações políticas, ampliar as negociações entre partidos e aumentar a mobilização das campanhas. Com apenas dois candidatos em cada disputa, a tendência é de uma concentração maior dos votos e de uma disputa mais direta pelo eleitorado.
O desempenho dos candidatos apoiados pelo presidente também poderá influenciar a formação das alianças para a segunda etapa. Partidos e lideranças que ficaram fora da disputa passarão a ser procurados pelos concorrentes, tornando o período entre os dois turnos estratégico para a definição das campanhas.
Lula construiu palanques em todo o país
Desde o início da campanha, Lula adotou uma estratégia ampla para as eleições estaduais. Em vez de limitar os apoios ao PT, o presidente buscou construir alianças com diferentes partidos que integram ou mantêm diálogo com sua base política.
Essa articulação permitiu a formação de palanques em todas as 27 Unidades da Federação. O movimento demonstra a preocupação do grupo governista em ampliar sua presença nos estados e garantir aliados nos Executivos estaduais, independentemente da filiação partidária.
A presença de candidatos de siglas como PP e PSD entre os apoiados também evidencia o caráter mais amplo da estratégia eleitoral. A prioridade, em diferentes estados, foi estabelecer alianças capazes de reunir forças políticas distintas em torno das candidaturas consideradas estratégicas.
Bahia mantém protagonismo no projeto petista
A reeleição de Jerônimo Rodrigues na Bahia possui peso especial dentro desse cenário. Com mais de 55% dos votos, o governador assegurou a continuidade do PT no comando de um dos estados mais populosos do país.
A vitória também preserva um importante palanque para Lula no Nordeste e mantém a Bahia inserida entre os estados onde o grupo político do presidente possui uma estrutura consolidada.
O resultado baiano se soma às vitórias no Piauí, Paraíba, Sergipe e Ceará e forma um bloco de governos estaduais aliados que permanecerão sob o comando de políticos alinhados ao campo liderado pelo presidente.
Segundo turno será decisivo
Com cinco governos definidos no primeiro turno e outras quatro disputas ainda em aberto, o mapa eleitoral dos aliados de Lula ainda poderá sofrer mudanças significativas até 25 de outubro.
O segundo turno será acompanhado de perto pelas principais forças políticas do país, especialmente porque os governos estaduais representam importantes estruturas de poder e articulação institucional. Além da administração direta dos estados, os governadores exercem influência sobre bancadas parlamentares, prefeitos, lideranças regionais e futuras alianças eleitorais.
O resultado final das nove disputas envolvendo candidatos apoiados por Lula será, portanto, um dos elementos importantes para medir o tamanho da força política construída pelo presidente após as eleições de 2026.
Por enquanto, o primeiro turno deixou uma marca clara: cinco governadores aliados foram reconduzidos ao cargo, todos no Nordeste, enquanto outros quatro candidatos permanecem na disputa. O cenário confirma a relevância da região para a estratégia política do presidente e estabelece um novo capítulo da disputa eleitoral brasileira, que terá sua definição em 25 de outubro.






