A proximidade das Eleições Gerais de 2026 tem levado eleitores a buscar informações sobre os procedimentos necessários para votar e, entre as principais dúvidas, está a necessidade ou não de possuir o cadastro biométrico. Segundo esclarecimento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (23), a ausência da biometria cadastrada, por si só, não impede o eleitor que está em situação regular de exercer o direito ao voto.
A biometria tornou-se uma importante ferramenta de identificação utilizada pela Justiça Eleitoral, proporcionando maior segurança e agilidade durante o atendimento e a votação. Entretanto, para as Eleições 2026, o ponto fundamental para que a pessoa possa votar é estar com a inscrição eleitoral regularizada no Cadastro Eleitoral.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno será realizado em 25 de outubro. Em ambos os dias, a votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário oficial de Brasília.
Eleitor sem biometria poderá votar
De acordo com o TSE, eleitoras e eleitores que possuem situação eleitoral regular, mas ainda não têm os dados biométricos cadastrados, poderão comparecer normalmente à seção eleitoral.
Nesses casos, a identificação será realizada por meio de procedimento alternativo. O eleitor deverá apresentar um documento oficial com foto. Entre os documentos aceitos estão carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), carteira de trabalho, passaporte, certificado de reservista e carteira profissional reconhecida por lei. O título de eleitor não é obrigatório para a identificação no momento da votação.
Depois da apresentação do documento, a urna eletrônica poderá solicitar informações complementares para confirmar a identidade do eleitor, permitindo que o procedimento de votação seja concluído mesmo sem a identificação biométrica previamente cadastrada.
A orientação do TSE é especialmente importante porque ainda existe uma parcela significativa do eleitorado brasileiro sem biometria registrada. Atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado não possui dados biométricos cadastrados, por diferentes motivos.
Assim, a falta da biometria não deve ser confundida com uma eventual irregularidade eleitoral. São situações distintas: enquanto a biometria representa uma forma de identificação, a regularidade da inscrição eleitoral é o requisito necessário para que a pessoa esteja habilitada a votar.
Biometria é obrigatória no alistamento eleitoral
A legislação e as normas da Justiça Eleitoral estabelecem a obrigatoriedade da coleta biométrica para o alistamento eleitoral nos municípios brasileiros, com exceção das pessoas que realizam o cadastro eleitoral no exterior.
Essa obrigatoriedade, contudo, está relacionada ao procedimento de inscrição ou atualização cadastral e não significa que todo eleitor que ainda não tenha biometria cadastrada esteja automaticamente impedido de votar.
O próprio TSE reforçou que a ausência do dado biométrico não impede o voto quando a situação eleitoral permanece regular. A Justiça Eleitoral mantém procedimentos alternativos justamente para permitir a identificação das pessoas aptas a votar.
A distinção é importante porque muitos eleitores podem interpretar a exigência da biometria no alistamento como uma condição absoluta para o exercício do voto. Para o pleito de 2026, entretanto, o TSE esclarece que o eleitor regularmente inscrito poderá votar mesmo sem ter concluído o cadastramento biométrico.
O que acontece no dia da votação
No dia da eleição, o eleitor deverá se dirigir à seção eleitoral indicada em seu cadastro e apresentar um documento oficial com fotografia. O procedimento de identificação será realizado pelos mesários e pelo sistema da urna eletrônica.
Para quem possui biometria cadastrada, a identificação poderá ocorrer por meio da leitura das impressões digitais. Já aqueles que ainda não possuem os dados biométricos registrados terão acesso ao procedimento alternativo previsto pela Justiça Eleitoral.
Depois de votar, o eleitor sem biometria será orientado a procurar a Justiça Eleitoral posteriormente para realizar a coleta dos dados.
A recomendação, portanto, é que o eleitor não deixe de comparecer à votação simplesmente por não possuir biometria. Antes de tudo, é importante verificar a situação do título eleitoral e confirmar se a inscrição está regular.
Cadastro eleitoral está fechado durante o período eleitoral
Outro ponto que merece atenção é que o Cadastro Eleitoral está fechado neste momento em razão da realização das Eleições 2026. O calendário estabelecido pelo TSE prevê a reabertura dos serviços a partir de 3 de novembro de 2026, quando voltarão a ser realizados atendimentos relacionados ao cadastro eleitoral.
Com isso, quem ainda precisa realizar procedimentos cadastrais deverá aguardar a reabertura, salvo situações e serviços específicos que permaneçam disponíveis de acordo com as regras da Justiça Eleitoral.
O fechamento temporário faz parte da preparação do processo eleitoral e permite que a Justiça Eleitoral organize o cadastro, os locais de votação, as seções e os demais procedimentos necessários para a realização do pleito.
Biometria aumenta segurança e agiliza identificação
A biometria eleitoral reúne características físicas utilizadas para identificar cada pessoa de maneira individualizada. O cadastramento envolve a coleta das impressões digitais, fotografia e assinatura, informações que passam a integrar o Cadastro Eleitoral.
O sistema contribui para tornar o processo de identificação mais seguro e eficiente, além de auxiliar a Justiça Eleitoral na prevenção de possíveis duplicidades cadastrais.
A utilização da biometria também permite maior padronização no atendimento ao eleitorado e pode agilizar procedimentos realizados pela Justiça Eleitoral. Os dados biométricos integram ainda a base da Identificação Civil Nacional (ICN), dentro das regras estabelecidas para o compartilhamento e utilização dessas informações.
Na votação, a identificação biométrica representa, portanto, uma camada adicional de segurança, mas o TSE mantém mecanismos alternativos para que eleitores regularmente inscritos e sem biometria cadastrada possam exercer o direito ao voto.
Eleições acontecem em outubro
As Eleições Gerais de 2026 serão realizadas em todo o país no dia 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Caso haja segundo turno nas disputas majoritárias, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro. O horário será das 8h às 17h, seguindo o horário oficial de Brasília.
Diante da proximidade do pleito, a Justiça Eleitoral reforça a importância de o eleitor conferir antecipadamente sua situação cadastral e se informar sobre o local de votação e os documentos necessários.
A principal orientação para quem ainda não possui biometria é clara: a ausência do cadastro biométrico não impede o voto quando a situação eleitoral está regular. O eleitor deve comparecer à seção eleitoral e apresentar um documento oficial com foto para realizar a identificação e participar normalmente da votação.
Para as Eleições 2026, portanto, ter a biometria cadastrada representa uma facilidade no processo de identificação, mas não deve ser confundida com a própria regularidade do título eleitoral condição essencial para que o cidadão esteja habilitado a votar.
Confira as orientações oficiais do TSE sobre biometria nas Eleições 2026
Informações atualizadas com base nas orientações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral em 23 de setembro de 2026.






