As tarifas do transporte rodoviário intermunicipal de passageiros ficaram mais caras em Minas Gerais. O novo reajuste entrou em vigor nesta terça-feira (8/9) e altera os valores cobrados nas viagens entre os municípios mineiros. Dependendo das características do serviço e das condições das rodovias utilizadas nos trajetos, o aumento pode chegar a 7,5%.
A atualização foi autorizada pelo Governo de Minas e integra o processo de revisão periódica das tarifas do sistema de transporte intermunicipal. O reajuste considera uma série de custos relacionados à operação das linhas, buscando acompanhar as variações das despesas necessárias para manter o serviço em funcionamento.
Para os serviços convencionais realizados em rodovias pavimentadas, o reajuste aplicado é de 6,705%. Já nas linhas que utilizam trechos não pavimentados, o percentual chega a 7,496%. A diferença está relacionada, entre outros aspectos, às condições de operação e aos custos associados aos trajetos percorridos pelos veículos.
Na prática, o aumento já pode ser percebido pelos passageiros que utilizam o transporte rodoviário para deslocamentos entre diferentes regiões do estado. Viagens com origem em Belo Horizonte, por exemplo, passaram a apresentar novos valores.
Entre os preços atualizados estão a passagem entre Belo Horizonte e Brumadinho, que passou a custar R$ 32,85. No trecho entre a capital mineira e Pará de Minas, a tarifa foi estabelecida em R$ 48,05. Para Divinópolis, o valor chegou a R$ 71,80.
Nas viagens de Belo Horizonte para Governador Valadares, a passagem passou a custar R$ 193,60. Já o deslocamento até Unaí passou a ter tarifa de R$ 353,35, refletindo a distância e os custos envolvidos na operação do serviço.
Outro importante destino turístico e histórico de Minas Gerais também teve os valores atualizados. Na ligação entre Belo Horizonte e Ouro Preto, a passagem convencional passou a custar R$ 65,20.
Para Mariana, o serviço convencional passou a ter tarifa de R$ 74. No serviço executivo, que oferece características diferenciadas em relação ao transporte convencional, o valor passou a ser de R$ 94,94.
Reajuste acompanha custos da operação
A composição das tarifas do transporte intermunicipal leva em consideração diferentes componentes que interferem diretamente na manutenção e na prestação do serviço. Entre eles estão os gastos com combustíveis, manutenção dos ônibus, aquisição de peças e componentes, mão de obra, depreciação dos veículos e tributos.
O cenário econômico e a variação desses custos são considerados nas revisões periódicas das tarifas. A atualização busca preservar a estrutura operacional do sistema diante das despesas enfrentadas pelas empresas responsáveis pelo transporte de passageiros.
Para quem depende diariamente dos ônibus intermunicipais, entretanto, qualquer reajuste representa um impacto direto no orçamento. Trabalhadores, estudantes, pacientes que precisam se deslocar para outras cidades e famílias que realizam viagens frequentes estão entre os usuários que passam a conviver com os novos valores.
O transporte rodoviário intermunicipal possui papel estratégico em Minas Gerais, estado marcado por grandes distâncias entre seus municípios e por uma extensa malha rodoviária. Em muitas localidades, os ônibus representam uma das principais alternativas para quem precisa viajar entre cidades, seja por motivos profissionais, educacionais, de saúde ou de lazer.
Passageiro deve conferir o valor antes da compra
Como as tarifas podem variar de acordo com o destino, a empresa responsável pela operação, o tipo de serviço e as características do trajeto, a recomendação é que o passageiro confira o preço atualizado antes de adquirir a passagem.
A nova tabela já está em vigor e contempla as viagens intermunicipais realizadas em todo o território mineiro. A orientação também é importante para evitar surpresas no momento da compra, especialmente em deslocamentos de longa distância, nos quais pequenas alterações percentuais podem representar uma diferença significativa no valor final desembolsado.
Com a entrada em vigor dos novos preços, o transporte intermunicipal de Minas Gerais passa, portanto, a operar sob uma nova estrutura tarifária. Para os usuários, o reajuste reforça a necessidade de planejamento das viagens e de consulta antecipada aos valores praticados em cada trecho.






