Em meio aos preparativos para a corrida eleitoral que definirá o próximo presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, decidiu não aceitar a escolta disponibilizada pela Polícia Federal (PF) para o período oficial da campanha. A decisão foi confirmada após informações divulgadas pelo portal Pleno.News e chama a atenção por ocorrer em um momento em que a segurança dos candidatos costuma ser reforçada em razão da intensa agenda de compromissos públicos e deslocamentos pelo país.
Em vez de contar com a proteção oferecida pela Polícia Federal, o parlamentar optou por manter o modelo de segurança que já o acompanha desde o início de seu mandato no Senado Federal. A estratégia prevê a atuação conjunta da equipe de segurança contratada pelo Partido Liberal (PL) e da Polícia Legislativa do Senado, responsável pela proteção institucional do senador desde 2019.
A Polícia Legislativa desempenha um papel fundamental na preservação da integridade física dos parlamentares, garantindo a segurança nas dependências do Congresso Nacional e em diversas atividades relacionadas ao exercício do mandato. Segundo as informações divulgadas, essa estrutura continuará sendo utilizada durante todo o período eleitoral, reforçada pelos profissionais vinculados ao partido político.
Até o momento, Flávio Bolsonaro não apresentou publicamente os motivos que o levaram a recusar a escolta da Polícia Federal. A decisão, portanto, permanece sem justificativa oficial, embora a equipe de segurança atualmente utilizada pelo senador continue em operação normalmente, acompanhando sua agenda política e os compromissos relacionados à pré-campanha.
A legislação eleitoral prevê que candidatos à Presidência da República possam receber apoio dos órgãos de segurança pública, especialmente diante do aumento das atividades de campanha, eventos com grande concentração de pessoas e viagens por diferentes estados brasileiros. No entanto, a aceitação desse tipo de proteção não é obrigatória, cabendo ao candidato decidir se utilizará ou não a estrutura disponibilizada pelas autoridades competentes.
Nos próximos meses, a tendência é que a agenda de Flávio Bolsonaro se intensifique com viagens, encontros políticos, reuniões partidárias e participação em eventos pelo país, ampliando sua presença no cenário eleitoral nacional. Nesse contexto, a segurança dos candidatos continuará sendo um dos temas de atenção das autoridades e das equipes responsáveis pela organização das campanhas.
Enquanto o processo eleitoral avança, a decisão do senador reforça a opção por manter um modelo de proteção já consolidado ao longo de seu mandato parlamentar, preservando a estrutura de segurança que, segundo as informações divulgadas, acompanha suas atividades há mais de sete anos.
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