A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (1º de abril), um aumento significativo no preço médio do querosene de aviação (QAV) comercializado junto às distribuidoras em todo o país. A medida, que já entrou em vigor, representa uma elevação de 54,63% em relação ao valor praticado no mês anterior um acréscimo médio de R$ 5,495 por litro.
O reajuste expressivo acende um alerta no setor aéreo brasileiro, que depende diretamente do combustível para manter suas operações. O QAV pronunciado “quê-á-vê” no meio técnico é essencial para o funcionamento de aeronaves equipadas com turbinas a jato e motores turboélice, sendo amplamente utilizado na aviação comercial, além de operações executivas e logísticas.
Diferentemente dos combustíveis automotivos, como a gasolina e o diesel, cujos preços podem sofrer variações mais frequentes ou intervenções, o querosene de aviação segue uma política de reajustes mensais. Esses valores são definidos com base em contratos firmados entre a Petrobras e as distribuidoras, levando em consideração fatores como o mercado internacional de petróleo, a taxa de câmbio e os custos logísticos.
Na prática, o combustível refinado pela estatal não chega diretamente às companhias aéreas. A Petrobras realiza a venda exclusivamente para distribuidoras, que, por sua vez, são responsáveis pelo transporte, armazenamento e comercialização do produto. Essas empresas operam nos aeroportos brasileiros, garantindo tanto a infraestrutura quanto os serviços de abastecimento das aeronaves.
O impacto do aumento deve ser sentido em toda a cadeia da aviação. Especialistas do setor avaliam que a alta no QAV pode pressionar os custos operacionais das companhias aéreas, com reflexos diretos no preço das passagens especialmente em um cenário de demanda em recuperação e margens já apertadas.
Além disso, o reajuste reforça a sensibilidade do setor aéreo às oscilações do mercado internacional. O querosene de aviação, também conhecido pela sigla QAV ou internacionalmente como “jet fuel”, tem seu preço atrelado a referências globais, o que o torna vulnerável a variações externas.
Diante desse cenário, empresas aéreas devem reavaliar estratégias operacionais e comerciais para mitigar os impactos da alta, enquanto passageiros podem enfrentar tarifas mais elevadas nos próximos meses.
A Petrobras não detalhou, no comunicado, os fatores específicos que motivaram o reajuste deste mês, mas reiterou que segue critérios contratuais e de mercado na definição dos preços do combustível aeronáutico.





