O Comitê de Gerenciamento de Crise do município reuniu-se nesta terça-feira (3), no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, para avaliar as ações já executadas e definir os próximos passos diante das consequências das fortes chuvas que atingem a cidade desde a última semana. O encontro foi conduzido pela prefeita Sheila Lemos e contou com a participação de secretários municipais, técnicos da Administração e representantes da Defesa Civil.
Durante a reunião, foi apresentado um balanço detalhado das intervenções emergenciais realizadas até o momento, além de um alinhamento das estratégias para mitigar os danos causados pelo volume expressivo de precipitações. Segundo os dados técnicos, as chuvas superaram em mais de três vezes a média histórica esperada para o mês de fevereiro, o que exigiu mobilização imediata das equipes desde a noite de sábado (28).
A prefeita Sheila Lemos informou que manteve contato com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado da Bahia (Sudec) e destacou que o município avalia a possibilidade de decretar estado de emergência. A medida, conforme explicou, pode facilitar a captação de recursos estaduais e federais, tanto para o atendimento emergencial às famílias afetadas quanto para a execução de obras de infraestrutura e reparos estruturais.
“Vamos fazer tudo pensando na responsabilidade social e cuidando das pessoas. Estamos buscando recursos para atender às principais demandas do município. As secretarias estão todas comprometidas em prestar o melhor apoio à população. Somos uma equipe só, comprometida com a nossa cidade e com o nosso povo”, afirmou.
A Coordenação Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) ressaltou que a suspensão temporária das aulas na zona rural contribuiu para agilizar o acesso das equipes às localidades mais impactadas, facilitando o atendimento às ocorrências registradas. Já a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR) avaliou que, de forma geral, a zona rural respondeu bem ao período chuvoso, com danos pontuais. Aguadas e barragens encontram-se cheias, não há registro de pessoas ilhadas e as estradas afetadas já estão em processo de recuperação, com rotas alternativas estabelecidas para garantir a mobilidade.
No perímetro urbano, algumas unidades de saúde e escolas tiveram suas estruturas atingidas pela água. As equipes técnicas atuam para realizar os reparos necessários, com o objetivo de normalizar os atendimentos e o calendário escolar no menor prazo possível. Paralelamente, famílias desabrigadas e desalojadas seguem recebendo apoio contínuo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), que realiza o acompanhamento social e a distribuição de assistência conforme a necessidade.
O engenheiro da Defesa Civil, Gabriel Queiroz, destacou que o monitoramento permanece constante e que a tendência para os próximos dias é de maior estabilidade climática, sem previsão de chuvas intensas. Ainda assim, reforçou a importância de a população manter-se atenta aos alertas oficiais e acionar a Defesa Civil sempre que necessário.
“Será decretada situação de emergência, tendo em vista os diversos danos registrados no município, como em unidades de saúde, escolas, estradas vicinais e na infraestrutura urbana. Todas as ações ocorrerão de forma programada, visando minimizar os transtornos à população. Apesar da previsão de estabilidade, seguimos em prontidão para atender qualquer ocorrência”, explicou.
Ao final do encontro, o Comitê de Gerenciamento de Crise avaliou que a resposta rápida e integrada do poder público foi fundamental para reduzir os impactos imediatos das chuvas. As ações emergenciais seguem em andamento, com prioridade para a proteção da população, a recuperação dos serviços essenciais e a reconstrução das áreas afetadas.






