O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, que comandou o país entre 2005 e 2013, morreu neste domingo (1º) após um ataque aéreo realizado durante a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra a capital iraniana, Teerã. A informação foi confirmada pela agência estatal ILNA.
Segundo relatos divulgados pela imprensa local, o bombardeio atingiu diretamente a residência do ex-mandatário, localizada na zona leste da capital. Ahmadinejad estaria no imóvel no momento do ataque, acompanhado de membros de sua equipe de segurança. Todos teriam morrido em decorrência da explosão, que destruiu parte significativa da estrutura do local.
Fontes oficiais informaram que equipes de resgate foram acionadas imediatamente após o ataque, mas encontraram o imóvel em ruínas. A área foi isolada pelas forças de segurança iranianas, enquanto as autoridades iniciaram os procedimentos de identificação das vítimas e apuração dos danos causados pelo bombardeio.
Ahmadinejad foi uma das figuras mais controversas da política iraniana nas últimas décadas. Durante seus dois mandatos, ganhou notoriedade internacional pela retórica dura contra países ocidentais, especialmente os Estados Unidos, além de declarações inflamadas contra Israel. No plano interno, ficou marcado por políticas econômicas populistas e por uma postura nacionalista, frequentemente apoiada por setores conservadores do regime.
No cenário internacional, seu governo foi caracterizado pela defesa enfática do programa nuclear iraniano, o que levou a uma série de sanções econômicas impostas por potências ocidentais e organismos multilaterais. Ainda assim, Ahmadinejad manteve forte presença no debate político do país mesmo após deixar a Presidência, participando de discursos públicos e se posicionando sobre temas estratégicos.
A morte do ex-presidente ocorre em meio a uma escalada militar sem precedentes, que já havia resultado na morte do líder supremo Ali Khamenei e de outros integrantes do alto escalão do regime iraniano. A sequência de ataques elevou a tensão regional e gerou reações imediatas de governos e organizações internacionais, que acompanham com preocupação o avanço do conflito.
Autoridades iranianas prometeram responder às ofensivas e classificaram os ataques como uma violação grave da soberania nacional. Enquanto isso, a comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos da crise, temendo que a morte de figuras centrais do regime aprofunde ainda mais o conflito e amplie seus impactos no Oriente Médio e no cenário global.





