A mídia estatal do Irã confirmou neste sábado (28), com base em informações divulgadas pela agência internacional Reuters, a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo as autoridades iranianas, Khamenei teria sido morto durante intensos bombardeios realizados pelos Estados Unidos em conjunto com Israel, em uma ofensiva considerada sem precedentes contra alvos estratégicos no território iraniano.
A confirmação oficial ocorre horas depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter anunciado publicamente a morte do aiatolá. Em publicação feita em suas redes sociais, Trump declarou que Khamenei não conseguiu escapar dos sofisticados sistemas de inteligência, vigilância e rastreamento utilizados pelos Estados Unidos em cooperação com Israel.
Em tom contundente, o presidente afirmou que a morte do líder iraniano representaria um marco histórico. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump.
Ali Khamenei comandou o Irã por quase quatro décadas, exercendo poder absoluto como a mais alta autoridade política e religiosa do país desde 1989. Durante seu governo, consolidou um sistema fortemente centralizado, influenciou diretamente as Forças Armadas e a Guarda Revolucionária, além de ter papel decisivo na política externa iraniana, marcada por confrontos diplomáticos e militares com o Ocidente e aliados regionais.
A morte de Khamenei abre um cenário de profunda incerteza no Irã e em todo o Oriente Médio. Analistas internacionais avaliam que o episódio pode desencadear disputas internas pela sucessão do cargo de líder supremo, além de ampliar ainda mais as tensões geopolíticas na região. Governos ao redor do mundo acompanham a situação com cautela, temendo uma escalada do conflito e impactos diretos na segurança internacional, no fornecimento de energia e na estabilidade política global.





