A definição do nome que representará o Partido Social Democrático (PSD) na disputa pela Presidência da República em 2026 deverá ocorrer em meados de abril. A estimativa foi confirmada pelo governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, que é um dos postulantes ao Palácio do Planalto pela legenda.
Diferentemente de outros partidos, o PSD adotará um modelo próprio para a escolha de seu candidato, descartando a realização de prévias internas. Sob a condução do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, a decisão será tomada por meio de um conselho partidário, com o objetivo de preservar a unidade interna e evitar disputas que possam fragilizar o projeto eleitoral.
Atualmente, três nomes despontam como pré-candidatos: o governador do Paraná, Ratinho Júnior; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que oficializou sua filiação ao PSD nesta terça-feira (27), após deixar o União Brasil.
Em declaração à imprensa, Ratinho Júnior reforçou o caráter consensual do processo.
“A discussão sobre quem será o candidato e essa união em torno de um nome deve acontecer por volta de meados de abril. A ideia é construir um entendimento interno, sem disputas, de forma harmônica e respeitosa”, afirmou o governador paranaense.
Segundo Ratinho Júnior, a definição está diretamente ligada ao calendário eleitoral e ao cumprimento das obrigações institucionais dos atuais governadores. O prazo de desincompatibilização dos cargos executivos, que se encerra em 4 de abril, será determinante para o avanço das discussões internas.
“Neste momento, nosso foco é governar e entregar resultados à população. Após o período de desincompatibilização, o partido terá condições políticas e institucionais de bater o martelo sobre quem liderará a chapa”, explicou Ratinho Júnior.
A chegada de Ronaldo Caiado ao PSD intensificou as articulações internas e reposicionou a legenda no tabuleiro político nacional. Caiado havia sinalizado anteriormente que deixaria o União Brasil caso não encontrasse espaço para viabilizar sua candidatura presidencial o que, segundo aliados, acabou se confirmando.
O governador de Goiás destacou que o processo decisório será conduzido por um colegiado restrito, responsável por avaliar os cenários político-eleitorais e a viabilidade de cada nome.
“A escolha será feita por um conselho do PSD, formado por lideranças experientes do partido, com nomes como Gilberto Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e Andrea Matarazzo”, afirmou Caiado.
De acordo com o governador goiano, a composição do conselho busca garantir equilíbrio, diálogo e visão estratégica para o futuro do país.
“Não se trata de uma decisão individual, mas de uma construção coletiva, pensada com responsabilidade e compromisso com o Brasil”, completou.
Internamente, a avaliação é de que o PSD vive um momento de fortalecimento político, ao reunir governadores com alta visibilidade nacional e bom desempenho administrativo em seus respectivos estados. A presença simultânea de Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Júnior amplia o leque de possibilidades da legenda e reforça sua posição como uma das principais forças do centro político brasileiro.
Com a definição prevista para abril, a expectativa é que o partido saia do processo com um discurso unificado e pronto para iniciar as articulações nacionais, tanto para a eleição presidencial quanto para a formação de alianças nos estados.





