O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou que deverá deixar o comando do Ministério da Educação (MEC) até o final de março deste ano. Segundo o próprio ministro, a eventual saída da pasta não está relacionada a um projeto eleitoral pessoal, mas à intenção de reforçar diretamente as campanhas de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), nas eleições de 2026.
A declaração foi feita durante um café com jornalistas promovido para a divulgação dos dados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025. O encontro contou também com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou das discussões sobre os indicadores apresentados pelo exame.
Durante o evento, Camilo foi enfático ao afirmar que a decisão sobre sua permanência ou saída do MEC deverá ser tomada até março. Segundo ele, a prioridade política está claramente definida. “Essa é uma decisão que nós vamos ter até março para tomar, mas quero dizer claramente aqui que o meu candidato, aquele para quem eu vou trabalhar, será Elmano de Freitas, para a reeleição no governo do Ceará, e o presidente Lula, para ser reeleito presidente deste país”, declarou.
Em outro momento, o ministro reforçou que a possível desincompatibilização do cargo permitirá uma atuação mais próxima das bases políticas no Ceará. Camilo Santana lembrou que, apesar de ocupar uma função de alcance nacional, mantém mandato de senador, o que lhe garante retorno imediato ao cenário político estadual após deixar o ministério. “O papel do ministro é cuidar do Brasil inteiro, e isso naturalmente nos afasta do nosso Estado. Saindo do ministério, poderei me dedicar mais diretamente ao Ceará”, afirmou.
O ex-governador cearense também destacou que seu engajamento político terá como foco evitar retrocessos tanto no âmbito estadual quanto no nacional. “Vou me dedicar muito para que não haja retrocesso no Ceará e nem no Brasil. Esse é o meu compromisso político”, disse, ao ressaltar a importância da continuidade dos projetos em andamento nos dois níveis de governo.
Camilo Santana fez questão de esclarecer que sua eventual saída do MEC não significa intenção de disputar cargo eletivo em 2026. De acordo com ele, qualquer afastamento do ministério terá exclusivamente o objetivo de fortalecer as campanhas do PT. “Quero deixar muito claro: qualquer saída minha do Ministério da Educação será para me dedicar à reeleição do governador Elmano e do presidente Lula. Não se trata de projeto pessoal ou candidatura”, enfatizou.
À frente do MEC desde o início do atual governo, Camilo Santana tem sido um dos principais articuladores das políticas educacionais da gestão Lula, com foco na recomposição orçamentária, na ampliação de programas de acesso ao ensino superior e na valorização da educação básica. A eventual saída do ministro, caso se confirme, deverá abrir espaço para uma reorganização política no ministério em um momento estratégico para o governo federal, às vésperas do início oficial do ciclo eleitoral.





