A Justiça da Itália inicia nesta terça-feira (20) a análise do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. A sessão marca a retomada de um processo que se arrasta há meses e que pode definir o futuro jurídico da ex-parlamentar, atualmente fora do território brasileiro.
Durante a audiência, o tribunal italiano ouvirá os argumentos apresentados pela defesa de Zambelli, além de examinar uma série de documentos encaminhados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os materiais enviados pelo ministro Alexandre de Moraes estão informações detalhadas sobre o sistema prisional brasileiro, incluindo dados sobre a penitenciária onde a ex-deputada deverá cumprir pena caso a extradição seja autorizada.
A documentação busca atender às exigências da legislação italiana e a compromissos internacionais de direitos humanos, especialmente no que se refere às condições de encarceramento. A Justiça italiana costuma avaliar, nesses casos, se o país requerente garante tratamento digno ao extraditando e respeito às normas legais vigentes.
O julgamento havia sido adiado em ocasiões anteriores. Inicialmente, a análise foi suspensa em razão de uma greve no Judiciário italiano, que paralisou atividades em diversos tribunais do país. Posteriormente, um novo adiamento ocorreu após a defesa apresentar documentos adicionais, solicitando mais tempo para que o material fosse apreciado pelos magistrados.
Com a retomada do processo, cresce a expectativa em torno da decisão, que pode influenciar diretamente os próximos passos do caso. Caso a extradição seja aprovada, Zambelli poderá ser entregue às autoridades brasileiras para responder às condenações e processos em curso. Se o pedido for negado, o cenário jurídico se torna mais complexo, abrindo espaço para novos recursos e negociações diplomáticas.
O caso tem repercussão política e jurídica no Brasil, uma vez que envolve uma ex-integrante do Congresso Nacional e decisões do Supremo Tribunal Federal. A decisão da Justiça italiana deverá levar em conta tanto os aspectos técnicos do pedido quanto os tratados internacionais assinados entre os dois países.
A expectativa é de que o julgamento não se encerre em uma única sessão, podendo haver novas audiências ou pedidos de esclarecimento antes da conclusão final. Até lá, o caso segue acompanhado de perto por autoridades, juristas e pela opinião pública.





