O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), será submetido a exames médicos após sofrer uma queda dentro da cela e bater a cabeça. Segundo a equipe que acompanha sua saúde, o episódio resultou em um traumatismo cranioencefálico considerado leve.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (6/1) pelo médico Cláudio Birolini, integrante do corpo clínico responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro. De acordo com o profissional, apesar de o quadro não inspirar gravidade imediata, o histórico recente do ex-presidente exige atenção redobrada.
“Diante da condição em que ele se encontra, quedas com traumatismos representam uma de nossas maiores preocupações. Esse risco já havia sido previamente apontado pela equipe médica”, afirmou Birolini, ao comentar o estado de saúde do ex-presidente após o incidente.
O acidente ocorrido na cela foi divulgado inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio de suas redes sociais. Segundo ela, Bolsonaro caiu durante a madrugada, enquanto dormia, e acabou atingindo a cabeça em um móvel do local onde está detido, na Superintendência da PF. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, imposta após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Em publicação na rede social Michelle relatou que só foi possível prestar atendimento médico ao ex-presidente horas depois da queda, em razão do procedimento de rotina da unidade prisional. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, ele teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu a ex-primeira-dama, logo após deixar a PF.
O episódio ocorreu poucas semanas após Bolsonaro ter passado por um período de internação hospitalar no fim do ano passado. No Natal, o ex-presidente foi submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral. Durante o período no hospital, também precisou realizar três procedimentos de bloqueio do nervo frênico, com o objetivo de tratar crises persistentes de soluços.
Além disso, segundo informações médicas divulgadas à época, Bolsonaro apresentou alterações na pressão arterial e iniciou tratamento específico para apneia do sono, condição que também exige acompanhamento contínuo.
A equipe médica informou que novos exames devem ser realizados para avaliar possíveis consequências da queda e monitorar a evolução do quadro clínico do ex-presidente. Até o momento, não há indicação de agravamento, mas o estado de saúde segue sob observação.





