O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta terça-feira (06), por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter), que haveria um suposto objetivo de “matar Bolsonaro”. A declaração foi feita após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatar que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria caído dentro da cela onde está preso, batido a cabeça em um móvel e, segundo ela, “não está bem” do ponto de vista de saúde.
Na manifestação pública, Nikolas elevou o tom ao comentar o episódio envolvendo o ex-chefe do Executivo, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Para o parlamentar, mesmo encarcerado e sem acesso às redes sociais, Bolsonaro continuaria exercendo forte influência política e mantendo elevada popularidade junto a seus apoiadores.
“O Bolsonaro preso, calado, sem redes sociais, ainda assim segue incomodando”, escreveu o deputado, ao sugerir que a situação do ex-presidente extrapola o campo jurídico e adquire contornos políticos. Na avaliação de Nikolas Ferreira, o episódio da queda e o estado de saúde relatado por Michelle reforçam a necessidade de atenção redobrada às condições em que Bolsonaro se encontra.
O parlamentar também direcionou críticas diretas ao Poder Judiciário, classificando-o como “parcial” no tratamento dado ao ex-presidente. Em sua postagem, Nikolas defendeu a atuação da equipe jurídica de Bolsonaro e afirmou que os advogados devem insistir no pedido de prisão humanitária, argumento que vem sendo utilizado pela defesa diante do quadro de saúde do ex-mandatário.
“Que os advogados insistam na prisão humanitária”, declarou o deputado, reforçando o discurso de que haveria falta de equilíbrio nas decisões judiciais relacionadas ao caso. A fala repercutiu rapidamente entre aliados políticos e apoiadores do ex-presidente, gerando intenso debate nas redes sociais.
As declarações ocorrem em meio à divulgação de informações sobre a condição física de Bolsonaro após o incidente relatado por Michelle Bolsonaro. Até o momento, não houve um boletim oficial detalhado por parte das autoridades sobre a gravidade da queda ou eventuais desdobramentos médicos, o que tem alimentado especulações e manifestações políticas.
O caso segue repercutindo no cenário nacional, unindo discussões sobre saúde, sistema prisional e embates entre representantes do Legislativo e o Judiciário, em um contexto de forte polarização política.





